Morte de 'Sicário', Chefe de 'Milícia' Pessoal de Banqueiro, Revela Detalhes da Operação Compliance Zero
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário", apontado como o chefe da "milícia pessoal" do banqueiro Daniel Vorcaro, faleceu em 6 de março após tentar suicídio enquanto detido pela Polícia Federal em Minas Gerais. Sicário, preso na Operação Compliance Zero, recebia R$ 1 milhão mensais para monitorar adversários e fazer ameaças, sendo um dos alvos da investigação que culminou em sua prisão e internação em Belo Horizonte.

BELO HORIZONTE, MG - Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário" e apontado como o chefe de uma "milícia pessoal" do banqueiro Daniel Vorcaro, faleceu em 6 de março. Sua morte ocorreu após um atentado contra a própria vida enquanto estava detido na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, no âmbito da Operação Compliance Zero, que também prendeu o banqueiro e seu cunhado, Fabiano Zettel.
O Papel de "Sicário" no Esquema
Apelidado de "Sicário", termo que significa assassino de aluguel, Luiz Phillipi era responsável por liderar um grupo denominado "Turma", composto por indivíduos com experiência em segurança. A investigação aponta que "Sicário" era encarregado de levantar informações sigilosas, monitorar adversários, e fazer ameaças a empresários, ex-funcionários e jornalistas. Documentos obtidos pela Polícia Federal indicam que ele recebia R$ 1 milhão por mês de Daniel Vorcaro para a prestação desses serviços, com os pagamentos sendo efetuados por Fabiano Zettel. No momento de sua prisão, em 4 de março, Luiz Phillipi foi encontrado com uma pistola calibre .380.
A Detenção e o Falecimento
A prisão de "Sicário", Vorcaro e Zettel foi ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do Caso Master na Corte. No dia de sua prisão, Luiz Phillipi atentou contra a própria vida. Ele foi socorrido por investigadores e encaminhado ao Hospital João XXIII, no centro de Belo Horizonte, onde permaneceu internado em estado grave. Seu falecimento foi confirmado em 6 de março, tendo como causa morte encefálica devido à falta de oxigênio. O registro de seu enterro na Prefeitura de Belo Horizonte também apresentou um erro no sistema.