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Nova Variante BA.3.2 da COVID-19 Preocupa por Escape Imunológico, Brasil Não Registra Casos

Uma nova variante do SARS-CoV-2, a BA.3.2, com maior escape imunológico, foi identificada em pelo menos 23 países, incluindo Estados Unidos e nações europeias. Caracterizada por 70 a 75 mutações na proteína Spike, ela dificulta o reconhecimento por anticorpos e pode reduzir a eficácia vacinal. O Brasil, no entanto, ainda não detectou a linhagem. A Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliou que a BA.3.2 tem um escape "substancial", mas até o momento não foi associada a aumento de mortes ou hospitalizações.

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Nova Variante BA.3.2 da COVID-19 Preocupa por Escape Imunológico, Brasil Não Registra Casos
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF - Uma nova variante do SARS-CoV-2, denominada BA.3.2, foi identificada em ao menos 23 países ao redor do mundo, incluindo China, Estados Unidos, Austrália e diversas nações da Europa, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. Apesar de sua disseminação global, o Brasil ainda não registrou infecções com essa nova linhagem.

Características e Potencial de Escape Imunológico

A cepa BA.3.2 é notável por seu maior escape imunológico dos anticorpos, comparada a outras variantes dominantes. Isso significa que a nova variação sofreu mutações que dificultam o reconhecimento pelo sistema imune humano, facilitando reinfecções e potencialmente reduzindo a eficácia de vacinas e anticorpos já existentes.

A BA.3.2 apresenta entre 70 a 75 mutações na proteína Spike, essencial para o vírus se ligar e infectar as células humanas. Das duas variantes predominantes globalmente, a JN.1 é coberta pelos imunizantes atuais, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Anvisa determinaram que as novas vacinas se adaptem para combater a LP.8.1.


Trajetória Global da BA.3.2

A identificação da nova variante ocorreu pela primeira vez no continente africano, em um menino de 5 anos na África do Sul, em novembro de 2024. Em março de 2025, foi detectada em Moçambique, seguindo para a Holanda e a Alemanha. Em setembro de 2025, as identificações da BA.3.2 voltaram a crescer, com cerca de 30% das sequências diagnosticadas na Dinamarca, na Alemanha e na Holanda correspondendo a essa nova variante.

Nos Estados Unidos, a cepa foi detectada em viajantes provenientes do Japão, Quênia, Holanda e Reino Unido, além de ter sido encontrada na análise de 132 amostras de esgoto de 25 Estados norte-americanos.


Avaliação da Organização Mundial da Saúde

A OMS afirmou que, até o momento, ainda não está comprovado que os imunizantes atuais não consigam combater essa nova variante, nem que ela cause uma infecção mais forte. O órgão internacional ressaltou que não houve aumento de hospitalizações ou mortes nas regiões onde a linhagem já foi identificada. No entanto, a OMS avaliou em dezembro de 2025 que a BA.3.2 realmente tem um escape "substancial" se comparada com outras cepas.

Uma possível vantagem de crescimento da linhagem não ficou comprovada, o que significa que ainda não se sabe se ela pode aumentar sua disseminação e substituir outras variantes existentes que são resistentes às vacinas. Para a OMS, até o momento, a BA.3.2 "não parece representar riscos adicionais à saúde pública". Por enquanto, a principal medida de prevenção continua sendo a vacinação contra a COVID-19.

Escrito por Redação Leia Política