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Opas Alerta para Início de Temporada Intensa de Vírus Respiratórios no Hemisfério Sul

A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) emitiu um alerta para a temporada de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, prevendo a predominância da variante K do Influenza H3N2, que foi majoritária no inverno do Hemisfério Norte. Detectada no Brasil em dezembro de 2025, essa variante, combinada com o aumento do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e casos de Covid-19, pode sobrecarregar os serviços de saúde. A Opas e o Ministério da Saúde reforçam a importância da vacinação e medidas de higiene.

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Opas Alerta para Início de Temporada Intensa de Vírus Respiratórios no Hemisfério Sul
Foto: Reprodução / Leia Política

BRASÍLIA, DF - A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) emitiu um alerta epidemiológico sobre o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, destacando a predominância esperada da gripe causada pela variante K do vírus Influenza H3N2. Essa nova variante, identificada pela primeira vez no ano passado, foi a principal causadora de infecções durante o inverno no Hemisfério Norte e foi detectada no Brasil em dezembro de 2025.

Cenário de Alerta no Hemisfério Sul e Brasil

O alerta, publicado na última segunda-feira, 27 de abril de 2026, descreve um cenário na América do Sul "consistente com o início gradual da temporada de inverno". Embora a atividade da Influenza ainda seja baixa, sinais iniciais de aumento já são observados em alguns países, com o vírus A(H3N2) predominando. A Opas adverte que as nações do Hemisfério Sul devem se preparar para uma temporada de potencial alta intensidade, com picos de demanda hospitalar concentrados em curtos períodos, o que poderia desafiar a capacidade dos serviços de saúde.

No Brasil, a taxa de positividade para a Influenza, que permaneceu abaixo de 5% no primeiro trimestre, começou a subir no final de março, atingindo 7,4%. Os dados mostram uma clara predominância da Influenza A(H3N2), com alta intensidade de circulação. O Ministério da Saúde, através do sequenciamento genético, confirmou que 72% dos 607 testes realizados até 21 de março corresponderam ao subclado K.

Risco da Co-circulação de Vírus Respiratórios

Além da Influenza, a Opas também expressou preocupação com o aumento gradual da circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em diversos países, incluindo o Brasil. Este avanço, que antecipa seu padrão sazonal típico, pode impactar significativamente a carga de doença em crianças pequenas e outros grupos de risco nas próximas semanas. O cenário de aumento simultâneo do VSR e da Influenza, somado aos casos de Covid-19 — que, embora em baixa, ainda são importantes — pode levar ao esgotamento dos serviços de saúde.

Vacinação e Medidas Preventivas Essenciais

Diante desse quadro, a Opas recomenda que os países da região intensifiquem as ações de vacinação para prevenir internações e mortes. A vacina da gripe, atualizada anualmente para proteger contra as cepas mais circulantes, incluindo a H3N2, mostrou-se eficaz no Hemisfério Norte, com até 75% de eficácia contra hospitalizações de crianças no Reino Unido.

A campanha nacional de vacinação contra a influenza está em andamento no Brasil, priorizando grupos de risco como crianças menores de 6 anos, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades, trabalhadores da saúde, população indígena, professores e pessoas privadas de liberdade. O Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece a vacina contra o VSR para gestantes, visando imunizar bebês e protegê-los da bronquiolite.

Adicionalmente, a Opas enfatiza a intensificação de ações de higiene e "etiqueta respiratória", como a lavagem frequente das mãos e a recomendação de que pessoas com febre ou sintomas respiratórios evitem locais públicos e escolas.

Corroborando a avaliação da Opas, o Boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quarta-feira, 29 de abril de 2026, confirmou um aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por Influenza A e VSR em todas as regiões do Brasil, com 24 das 27 unidades federativas em nível de alerta, risco ou alto risco para a síndrome. Em 2026, mais de 46 mil casos de SRAG foram notificados no país, com 26,4% causados por Influenza A e 21,5% por VSR, e essas proporções subiram para 31,6% e 36,2% respectivamente nas últimas quatro semanas.

Escrito por Redação Leia Política