Pablo Marçal (PRTB) condiciona candidatura ao Planalto à segurança jurídica
O pré-candidato à Presidência em 2026, Pablo Marçal (PRTB), afirmou que pode recuar de sua postulação caso não obtenha segurança jurídica para o deferimento de sua candidatura. A estratégia visa evitar beneficiar a reeleição do presidente Lula, e análises apontam que seus votos, se computados, prejudicariam mais Flávio Bolsonaro (PL).

Pablo Marçal, do PRTB, ameaça recuar de sua candidatura à Presidência da República em 2026 caso não obtenha a segurança jurídica necessária para o deferimento de seu registro. A declaração foi feita à coluna, onde Marçal afirmou que desistirá publicamente e solicitará que não votem nele, caso seu nome seja mantido nas urnas eletrônicas em situação sub júdice.
Estratégia para o primeiro turno
Com essa postura, o ex-coach busca evitar que sua campanha contribua indiretamente para a reeleição do presidente Lula, que também é candidato em 2026, facilitando uma vitória já no primeiro turno. Contudo, a presença de Marçal na disputa tem outro efeito potencial: analistas preveem que, se seu nome estiver na urna, ele 'roubará' mais votos do candidato Flávio Bolsonaro (PL) do que do presidente Lula.
Tramitação no TSE e risco de voto 'sub júdice'
Conforme noticiado pela coluna, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem o prazo de até 14 de setembro para analisar todas as candidaturas, data em que as urnas eletrônicas são lacradas. No entanto, o processo eleitoral permite uma série de recursos e etapas judiciais. Marçal, por sua vez, deve recorrer a esses subterfúgios para prolongar a decisão final sobre sua candidatura. Dessa forma, existe a possibilidade de seu nome ser encaminhado às urnas mesmo diante da tendência de sua candidatura ser posteriormente derrubada.