Papa Leão XIV Alerta para 'Tirania da Maioria' e Responde a Críticas de Trump
O papa Leão 14 alertou nesta terça-feira (14.abr.2026) que democracias podem virar uma “tirania da maioria” em documento do Vaticano. A declaração surge após o atual presidente dos EUA, Donald Trump, criticá-lo por ser “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa”. O pontífice, por sua vez, afirmou não temer o governo Trump nem suas declarações, reiterando seu papel em promover a paz.

O papa Leão 14 afirmou nesta terça-feira (14.abr.2026) que as democracias correm o risco de se transformar em uma "tirania da maioria". A declaração consta em um documento divulgado pelo Vaticano, em um contexto de críticas recentes do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ao pontífice.
Advertência do Pontífice sobre a Democracia.
No documento, o papa ressaltou que, sem uma base sólida, a democracia pode se tornar uma tirania da maioria ou servir como máscara para o domínio de elites econômicas e tecnológicas. Ele enfatizou que a legitimidade da autoridade não reside na acumulação de força econômica ou tecnológica, mas na sabedoria e virtude de seu exercício. É importante notar que o documento não faz menção direta ao presidente norte-americano ou aos Estados Unidos.
Críticas do Presidente Trump ao Papa.
As declarações do papa surgem dias depois de Donald Trump ter afirmado, no domingo (12.abr.2026), que o papa Leão 14 é “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa”. O presidente também sugeriu que o pontífice “só foi colocado lá” por sua influência e que estaria “prejudicando a Igreja Católica”.
Papa Leão XIV Responde Sem Temor.
Em resposta às acusações, na segunda-feira (13.abr.2026), o papa Leão 14 declarou a jornalistas não ter medo do governo do presidente dos Estados Unidos nem de “falar abertamente sobre a mensagem do Evangelho”. Ele reafirmou o orgulho de sua atuação e do papel da Igreja. O pontífice esclareceu ainda que não é um político e que a Igreja “não estamos procurando fazer política externa, como ele a chama, com a mesma perspectiva que ele possa entender”. O papa finalizou afirmando que não pretende entrar em debates com o presidente e que sua mensagem “sempre foi a mesma”: promover a paz.