Parlamento Iraniano Aprova Regulamentação Rígida para Estreito de Ormuz; Tráfego Marítimo Despenca 97%
O Parlamento do Irã aprovou nesta segunda-feira (30.mar.2026) uma nova regulamentação que impõe pedágios no estratégico estreito de Ormuz para a maioria das embarcações e proíbe a passagem de navios dos Estados Unidos e de Israel. A medida, que visa reforçar a soberania iraniana, já resultou em uma queda de 97% no tráfego marítimo da rota, gerando grande incerteza no mercado global de energia e impactando os preços do petróleo.

O Parlamento do Irã aprovou nesta segunda-feira (30.mar.2026) uma nova regulamentação para o Estreito de Ormuz. A medida impõe a cobrança de pedágios para embarcações que transitam pela via marítima e proíbe a passagem de navios pertencentes aos Estados Unidos e a Israel, segundo informações da emissora estatal iraniana IRIB.
Contexto e Soberania Iraniana
A regulamentação, divulgada pela IRIB e reportada pela CNN, busca reforçar “o papel soberano do Irã e de suas forças armadas”, além de estabelecer controle e supervisão sobre a passagem marítima. O plano aprovado pela comissão parlamentar inclui diversas componentes, como “medidas de segurança para salvaguardar a via navegável, medidas para garantir a segurança da navegação marítima e regulamentações financeiras”, além dos pedágios cobrados em rial.
Impacto Drástico no Comércio Global de Energia
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas para o mercado global de energia. Após a confirmação do fechamento da passagem pela IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica), o estreito tornou-se o epicentro de uma crise econômica.
A retração no fluxo de embarcações é alarmante: o número de travessias reduziu de 4.140 em fevereiro para apenas 125 em março, representando uma queda de 97%, ou 4.015 viagens a menos. Essa diminuição drástica afeta diretamente o abastecimento global de petróleo, ampliando a incerteza nos mercados e pressionando os preços da commodity. Consequentemente, elevam-se os custos de transporte e produção, alimentando a inflação e podendo desacelerar o crescimento econômico em países dependentes de importações de energia.