Judiciário

Paulo Vinicius Cozzolino assume Defensoria-Geral do RJ em meio a legado familiar polêmico

Eleito com 63,4% dos votos em 2024, Paulo Vinicius Cozzolino assumiu a Defensoria-Geral do Rio de Janeiro. Sua gestão é marcada pelo histórico político de sua família, os Cozzolino de Magé, que enfrentaram acusações de nepotismo, e pela estratégia de campanha onde adotou o apelido 'PV' para desassociar-se do sobrenome.

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Paulo Vinicius Cozzolino assume Defensoria-Geral do RJ em meio a legado familiar polêmico
Foto: Reprodução / Leia Política
RIO DE JANEIRO, RJ -

Paulo Vinicius Cozzolino assumiu o cargo de Defensor-Geral do Rio de Janeiro após uma vitória expressiva nas eleições de 2024. Ele conquistou 63,4% dos votos, superando a então ocupante da cadeira, defensora Patrícia Cardoso, que obteve 36,6%.

Conexões Familiares e Controvérsias

A eleição de Cozzolino trouxe à tona o histórico político de sua família, os Cozzolino, que possuem um berço eleitoral tradicional na cidade de Magé. Atualmente, Renato Cozzolino, do PP, é o prefeito de Magé e, no ano anterior à eleição de Paulo Vinicius, foi alvo de denúncias por nomear mais de dez familiares em cargos públicos.

Paulo Vinicius Cozzolino já havia ocupado a posição de subprocurador-geral de Magé em 2005, quando foi nomeado por sua prima, a então prefeita Núbia Cozzolino. Em 2006, Núbia também foi alvo de investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro devido à nomeação de parentes em cargos comissionados no município.

A Estratégia da Campanha

Durante a disputa pela Defensoria Pública, Paulo Vinicius optou por abandonar o sobrenome Cozzolino. Em sua campanha, ele adotou o apelido 'PV' e teve como principal mote a garantia de benefícios para os membros da carreira, buscando, assim, uma imagem desvinculada das polêmicas familiares.

Escrito por Redação Leia Política