Eleições

Peru: Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputarão 2º turno em 7 de junho

O Júri Nacional de Eleições (JNE) do Peru confirmou o 2º turno das eleições presidenciais entre Keiko Fujimori (direita) e Roberto Sánchez (esquerda), a ser realizado em 7 de junho. O 3º colocado, Rafael López Aliaga, contesta o resultado oficial, alegando fraude.

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Peru: Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputarão 2º turno em 7 de junho
Foto: Reprodução / Leia Política
LIMA, PERU -

O Júri Nacional de Eleições (JNE) do Peru proclamou oficialmente neste domingo (17.mai.2026) o resultado do 1º turno das eleições presidenciais. A disputa pelo 2º turno, marcado para 7 de junho, será entre a candidata de direita Keiko Fujimori (Fuerza Popular) e o candidato de esquerda Roberto Sánchez (Juntos por el Perú). O 3º colocado, Rafael López Aliaga (Renovación Popular), contesta o resultado oficial, alegando fraude eleitoral.

Keiko Fujimori, líder do partido Fuerza Popular e filha do ex-ditador Alberto Fujimori, obteve 17,1% dos votos válidos na votação de 12 de abril. Roberto Sánchez, ex-ministro do ex-presidente Pedro Castillo, ficou em 2º lugar com 12%. Já Aliaga terminou em 3º com 11,9%, uma diferença de 21.209 votos. Aliaga não reconheceu o resultado, classificando o processo como "fraude", e liderou protestos em Lima para exigir novas eleições.

Processo Eleitoral Contestado e Desafios Logísticos

A apuração oficial estendeu-se por mais de um mês devido a falhas logísticas no dia da votação, que atrasaram a abertura de seções eleitorais e exigiram uma extensão inédita do pleito. As divergências públicas entre os órgãos eleitorais resultaram na renúncia de Piero Corvetto, chefe da Onpe (Oficina Nacional de Procesos Electorales), antes do anúncio dos dados finais.

Propostas dos Candidatos para o Segundo Turno

Esta será a 4ª vez que Keiko Fujimori tenta alcançar a Presidência do Peru. Sua campanha foca no endurecimento da segurança pública, com propostas como a implementação de "juízes sem rosto" para combater a alta criminalidade e a saída do país da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Do outro lado, Roberto Sánchez segue o estilo de seu padrinho político, Pedro Castillo, destituído e preso após tentar um autogolpe em 2022. Sánchez propõe a elaboração de uma nova Constituição e maior controle estatal sobre os recursos naturais. Ele concorre enquanto enfrenta acusações do Ministério Público de falsas declarações sobre doações de campanha, o que ele nega.

A União Europeia enviou observadores para acompanhar a votação no país. Em relatório preliminar divulgado após o pleito, o grupo afirmou que os órgãos eleitorais demonstraram compromisso com a transparência e a neutralidade, sem indicar indícios de irregularidades generalizadas ou fraudes no processo.

Escrito por Redação Leia Política