Judiciário

PF realiza nova fase da Operação Exfil e cumpre mandados contra vazamento de dados de autoridades

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º.abr.2026) uma nova fase da Operação Exfil, que investiga o vazamento e a venda de informações fiscais sigilosas de ministros do Supremo Tribunal Federal, seus familiares e do procurador-geral da República. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, foi cumprido um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão em São Paulo e no Rio de Janeiro. A ação é parte de um inquérito que apura acessos ilegais aos sistemas da Receita Federal.

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PF realiza nova fase da Operação Exfil e cumpre mandados contra vazamento de dados de autoridades
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (1º.abr.2026) uma nova fase da Operação Exfil, que investiga o vazamento e a venda de informações fiscais sigilosas de autoridades. A ação, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca. As operações ocorreram no Rio de Janeiro e em São Paulo, focando em suspeitos de acessar declarações fiscais de ministros da Corte e de seus familiares.

Esquema de acesso ilegal à Receita Federal.

As investigações da PF apontam para um complexo esquema de acesso ilegal aos sistemas da Receita Federal. O objetivo era coletar informações fiscais detalhadas de ministros do STF, seus familiares e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo as apurações, os dados sigilosos eram posteriormente comercializados pelos envolvidos.

Fases anteriores e inquérito em andamento.

Esta é a 2ª fase da operação. A 1ª fase foi realizada em 17 de fevereiro, quando o STF já havia constatado acessos ilícitos aos sistemas sem uma "justificada finalidade". Naquela ocasião, foram decretadas medidas cautelares contra quatro investigados. Os suspeitos prestarão depoimentos à PF, que dará continuidade às investigações. O inquérito está conectado à apuração das fake news, que tramita sob sigilo desde 2019 e permanece inconcluso, integrando a investigação sobre vazamentos de dados de autoridades na Receita Federal e envolvendo o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Medidas cautelares e contexto das apurações.

Além dos mandados de prisão e busca, a decisão de Moraes determinou outras medidas cautelares rigorosas. Entre elas, monitoramento de alvos por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país para os investigados.

A decisão de Moraes de investigar o vazamento de dados foi divulgada em 13 de janeiro, conforme apuração do Poder360. O inquérito tem como base uma apuração interna do STF sobre possível quebra de sigilo fiscal de ministros e familiares. Moraes solicitou que o Fisco e o Coaf apresentassem explicações sobre quem acessou as informações fiscais dos magistrados e quando. O inquérito prevê medidas adicionais, como perícia em computadores e quebra de sigilo telemático, caso as respostas não sejam satisfatórias.

Casos específicos e envolvidos.

Nas semanas que antecederam a abertura do inquérito, dados pessoais de autoridades foram expostos na mídia. O caso do ministro Alexandre de Moraes mencionou o contrato do escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master. No caso do ministro Dias Toffoli, foram divulgadas informações sobre negócios da família, que normalmente seriam acessíveis apenas via quebra de sigilo pela Receita Federal ou pelo Coaf.

O secretário do Fisco é Robinson Barreirinhas, subordinado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O Coaf é comandado por Ricardo Andrade Saadi, delegado da PF, e está administrativamente ligado ao Banco Central, presidido por Gabriel Galípolo.

Escrito por Redação Leia Política