PF revela braço criminoso com milicianos e policiais em caso Banco Master
A Polícia Federal, com autorização do ministro André Mendonça do STF, detalha a atuação de 'A Turma', grupo que integraria a organização investigada no caso Banco Master. O núcleo é formado por operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais, responsáveis por ameaças presenciais e obtenção ilegal de informações.

A Polícia Federal (PF) revelou que um braço da organização criminosa investigada no caso Banco Master seria composto por “operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais”. A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a 6ª fase da operação Compliance Zero.
Detalhes da Atuação do Grupo 'A Turma'
Segundo a investigação, o núcleo integra o grupo conhecido como “A Turma”, apontado pela PF como responsável por ameaças presenciais, monitoramento de alvos, levantamentos clandestinos e obtenção ilegal de informações sigilosas. A decisão afirma que o grupo atuaria para intimidar e pressionar desafetos ligados ao caso Banco Master, mobilizando integrantes para ações presenciais.
O braço carioca do grupo seria liderado por Manoel Mendes Rodrigues, descrito como operador do jogo do bicho no Rio de Janeiro e articulador local da estrutura criminosa. Um episódio citado na apuração ocorreu em Angra dos Reis (RJ), em junho de 2024, quando integrantes de “A Turma” teriam sido acionados para intimidar pessoas ligadas ao círculo profissional de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Testemunhas relataram que um dos envolvidos se apresentou como “Manoel”, amigo de Vorcaro e associado ao jogo do bicho, com ordens para levantar "tudo" sobre os alvos e monitorar familiares.
Composição e Crimes Investigados
“A Turma” é descrita pela Polícia Federal como o braço presencial e policial-informacional da estrutura, associado a intimidações e acessos indevidos a sistemas governamentais. O núcleo contaria com policiais federais da ativa e aposentados, além de operadores do jogo do bicho e outros colaboradores. A PF salienta que a estrutura era utilizada para pressionar adversários e críticos no âmbito do caso Banco Master.
Além de “A Turma”, a investigação aponta a existência de “Os Meninos”, um grupo especializado em ataques cibernéticos, invasões digitais e derrubada de perfis em redes sociais.
Os investigadores apuram crimes de organização criminosa, ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.