Eleições

PL critica aumento do Bolsa Família por Lula às vésperas da eleição

O presidente Lula anunciou um reajuste de R$ 91 no Bolsa Família, elevando o piso para R$ 691. A medida, a 17 dias do primeiro turno, foi duramente criticada pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, que a considerou "desespero" e insuficiente, comparando-a com os valores do governo anterior.

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PL critica aumento do Bolsa Família por Lula às vésperas da eleição
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O anúncio feito pelo presidente Lula de um reajuste de R$ 91 no Bolsa Família, elevando o piso do programa de R$ 600 para R$ 691, a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições, gerou forte reação do líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ).

Em um vídeo divulgado, o deputado bolsonarista classificou a medida como um sinal de "desespero" do atual presidente. Ele criticou o fato de Lula ter mantido o valor do benefício inalterado durante grande parte de seu mandato e só ter anunciado o aumento às vésperas do pleito eleitoral.

Críticas do PL ao Reajuste e Comparativo com Governo Anterior

Sóstenes Cavalcante argumentou que os R$ 91 adicionais serão insuficientes para a população, afirmando que "você vai no supermercado, esses R$ 91 não vão servir para nada, porque as coisas estão muito caras por causa dos aumentos de impostos".

O líder do PL também defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para quem busca um aumento mais significativo no Bolsa Família. Ele relembrou que, durante o governo de Jair Bolsonaro, o valor médio do benefício teria subido de R$ 180 para R$ 607.

Detalhes do Aumento e Justificativa Governamental

Na quinta-feira, 17 de setembro de 2026, o presidente Lula oficializou o reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família. Segundo informações do ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, e o benefício médio será elevado de R$ 675 para R$ 777.

Moretti explicou que a medida visa corrigir o valor dos benefícios sociais de acordo com a inflação acumulada, que atingiu 15,04% entre o início do programa e agosto de 2026. Ele destacou que a legislação permite apenas a correção pela inflação durante o período eleitoral, sem a possibilidade de um aumento real.

Escrito por Redação Leia Política