Eleições

PL Questionou Pesquisas Eleitorais por 'Falta de Votos', Avaliou Coordenador de Lula em Ciclo Anterior

Em um ciclo eleitoral anterior, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha do então presidente Lula em São Paulo, classificou como desespero as ações do PL no TSE contra pesquisas de intenção de voto. Segundo Carvalho, a reação do partido de Flávio Bolsonaro decorria da "falta de votos". Levantamentos da época indicavam perda de apoio para Flávio Bolsonaro entre eleitores de direita não bolsonaristas.

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PL Questionou Pesquisas Eleitorais por 'Falta de Votos', Avaliou Coordenador de Lula em Ciclo Anterior
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF - Em um cenário político de um ciclo eleitoral anterior, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atuava como amigo pessoal e um dos coordenadores da campanha do então presidente Lula em São Paulo, expressou uma avaliação contundente sobre as ações do PL no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar pesquisas de intenção de voto. Carvalho, em suas declarações à coluna da época, afirmou que a campanha de Lula não via preocupação nas investidas do partido do então pré-candidato Flávio Bolsonaro contra os levantamentos eleitorais.

Para Marco Aurélio, a postura do PL era um reflexo da ausência de apoio popular. "O que falta aos bolsonaristas é voto. Eles estão perdendo o que tinham. Isso justifica o desespero, mas não há nenhuma preocupação adicional com esses questionamentos", declarou o advogado na ocasião. Ele acrescentou que "isso só revela uma postura recorrente de espernear, de tentar brigar com a realidade, o que não é exatamente uma surpresa para um grupo que nega o óbvio, adota posições anticiência, antivacina e antimedicina, entre outras".


Perda de Apoio para Flávio Bolsonaro


Naquele período, uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada em uma quarta-feira de 15 de julho, já indicava uma diminuição na força do então pré-candidato Flávio Bolsonaro entre eleitores de direita que não se identificavam como bolsonaristas. Em maio daquele ano, ele detinha o apoio de 74% desse segmento, percentual que caiu para 54% em julho.


Investidas Anteriores Contra Institutos de Pesquisa


A campanha de Flávio Bolsonaro havia acionado o TSE para contestar a pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada em 1º de julho, alegando que o instituto não havia apresentado os dados específicos do levantamento dentro do prazo legal. A pesquisa em questão mostrava o então presidente Lula à frente em um eventual segundo turno, com 48,8% das intenções de voto, contra 42,3% do então pré-candidato Flávio Bolsonaro.


Esta não era a primeira vez que o PL investia contra levantamentos da Atlas. Meses antes, em junho, o então presidente do TSE, ministro Nunes Marques, havia acolhido um pedido do partido e determinado a suspensão de uma pesquisa, sob o argumento de que o questionário induzia as respostas dos entrevistados.

Escrito por Redação Leia Política