Judiciário

Planalto Pondera Data de Sabatina de Messias ao STF em Meio a Impasse

O governo Lula avalia duas datas para a sabatina de Jorge Messias ao STF, 28 ou 29 de abril de 2026, equilibrando o risco de falta de quórum e a necessidade de tempo para articulação política. A decisão é crucial diante de um placar previsto como apertado e da mobilização da oposição contra a indicação, que pode reconfigurar forças na Corte.

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Planalto Pondera Data de Sabatina de Messias ao STF em Meio a Impasse
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um impasse estratégico na definição da data para a sabatina de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A escolha recai entre manter a sessão para a terça-feira, 28 de abril de 2026, ou remarcá-la para a quarta-feira, 29 de abril do mesmo ano, ponderando riscos de quórum e a necessidade de tempo para articulação política.

Avaliação de Quórum e Prazo de Negociação

Duas principais estratégias estão sendo consideradas pelo Planalto. A sabatina no dia 28 de abril é vista como uma forma de reduzir o risco de falta de quórum no Senado, especialmente na semana que antecede o feriado de 1º de maio. Contudo, essa opção diminuiria a janela de tempo disponível para as articulações com senadores, já que parte deles chegaria a Brasília apenas na noite anterior à votação.

Originalmente prevista para 29 de abril, a sabatina foi antecipada para o dia 28 justamente para evitar o esvaziamento do plenário. Aliados do governo avaliam que o cansaço dos senadores, em um rito que estabelece análise na CCJ e votação no plenário no mesmo dia, poderia comprometer a permanência e a consequente aprovação de Messias.

Projeção de Placar e Aliança Inusitada

Por outro lado, o cenário com a votação em 29 de abril ampliaria o tempo para as negociações. O Planalto considera que mais dias para articulação podem ser decisivos, pois, apesar do otimismo oficial, governistas admitem a expectativa de um "placar apertado". A oposição, liderada pelo PL, intensificou a mobilização nas redes sociais e consolidou uma orientação unificada para votar contra a indicação do advogado-geral da União.

Apesar da oposição, há uma leitura política de que a chegada de Messias à Corte pode reconfigurar forças. Embora sua origem seja ligada ao PT, o indicado contou com apoio de ministros como André Mendonça e Nunes Marques, nomeados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Integrantes dos meios jurídico e político sugerem que Messias, uma vez no STF, poderia adotar uma posição mais alinhada a esses ministros do que ao grupo majoritário atual, composto por Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que inicialmente se opunham à sua indicação.

Escrito por Redação Leia Política