PMEs no Alerta Máximo: Fraudes Digitais Ameaçam Negócios no Dia Nacional da Proteção de Dados
No Dia Nacional da Proteção de Dados, 17 de julho de 2026, um importante alerta é emitido para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) da América Latina. Cerca de 70% delas, conforme estudo da Mastercard, dependem de meios de pagamentos digitais, mas se mostram vulneráveis a fraudes e vazamentos, devido ao menor investimento em segurança. A data, criada por lei em 2025, visa promover a cultura da proteção de dados, destacando a necessidade de medidas de baixo custo e a fiscalização da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) frente à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

No Dia Nacional da Proteção de Dados, celebrado nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026, um alerta crítico é emitido para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) da América Latina. O risco de fraudes e vazamentos digitais acende a luz vermelha para esses negócios que, em sua maioria, possuem menor investimento em segurança e acabam mais vulneráveis. Dados do Barômetro da Segurança Digital de 2025, realizado pela Mastercard e publicado em 2026, revelam que cerca de 70% das PMEs da região dependem de meios de pagamentos digitais para operar.
O Dia Nacional da Proteção de Dados
A data comemorativa foi instituída pela Lei 15.254, de novembro de 2025, com o propósito de fomentar a cultura da proteção de dados pessoais. Esta é a primeira vez que o Dia Nacional da Proteção de Dados é celebrado no Brasil, escolhido em homenagem ao professor Danilo Doneda, um dos idealizadores da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
PMEs são Alvos Preferenciais de Cibercriminosos
Cadu Merlin, diretor da Certta, um hub de verificação inteligente, enfatiza que as empresas de menor porte se tornaram o foco principal dos criminosos. Segundo ele, elas oferecem serviços de vendas e pagamentos online similares aos das grandes companhias, mas com estrutura de defesa insuficiente. “E, para o criminoso, esse é o melhor dos mundos: o mesmo valor de dado e de dinheiro das grandes, com uma fração da proteção”, afirmou Merlin. O avanço da inteligência artificial (IA) tem agravado este cenário, barateando e expandindo a escala dos crimes digitais.
Merlin aponta que os maiores erros dessas empresas residem na carência de processos básicos, como a negligência no treinamento de funcionários, o armazenamento desnecessário de dados sensíveis e a prática de misturar contas pessoais com as corporativas.
Soluções Acessíveis para Maior Segurança Digital
O especialista em cibersegurança destaca que mais segurança digital não implica em prejudicar a experiência do cliente. Tecnologias como biometria, prova de vida e ferramentas de análise de risco podem diminuir significativamente as fraudes sem criar obstáculos para o consumidor, protegendo a operação e melhorando as taxas de conversão de vendas.
Entre as medidas de baixo custo que as PMEs podem adotar, Merlin cita a ativação da autenticação em dois fatores, o uso de gerenciadores de senhas, a confirmação de pagamentos por um segundo canal, a coleta apenas dos dados essenciais e a adoção de plataformas que já oferecem verificação de identidade integrada.
LGPD e a Fiscalização da ANPD
A Lei 13.709 de 2018, conhecida como LGPD, foi aprovada em agosto de 2018 e entrou em vigor em setembro de 2020. Ela estabelece as normas para a coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais no Brasil, com foco na garantia da privacidade individual. A legislação exige que empresas de todos os portes implementem medidas de segurança digital e transparência. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) é a responsável pela fiscalização, e o descumprimento das normas pode resultar em advertências públicas e multas substanciais.