Pré-candidato ao Governo de Sergipe Polemiza com 'Mulher Não se Mete em Política' e Enfrenta Histórico de Condenações
Valmir de Francisquinho (Republicanos), pré-candidato ao governo de Sergipe, gerou controvérsia ao afirmar em 8 de maio que 'mulher não se mete em política'. Após críticas, reagiu defendendo seu histórico, enquanto seu passado inclui condenações por desvio de verbas e abuso de poder.

O pré-candidato ao governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho (Republicanos), gerou forte repercussão ao declarar, durante entrevista à Rádio Itabaiana em 8 de maio, que “mulher não se mete em política”. A afirmação, feita ao negar uma possível candidatura de sua esposa, Monique Cruz Santos, ecoou no cenário político. “Mulher minha não se envolve em política. Nenhuma se mete. Mulher em política, esqueça”, sentenciou Francisquinho. Questionado, ele reiterou que sua mulher, advogada e profissional liberal, não tem pretensões políticas.
Pré-candidato Reage a Críticas e Defende Histórico
Em 12 de maio, Valmir de Francisquinho reagiu às críticas em outra emissora de rádio, classificando-as como “ataques” de adversários. Ele defendeu seu histórico de respeito às mulheres na administração pública, destacando que em 2012 escolheu uma mulher para vice-prefeita e que, em sua primeira gestão, nove das treze secretarias eram chefiadas por mulheres. O pré-candidato enfatizou seu compromisso com a decência e o respeito a todas as mulheres.
Histórico Marcado por Condenações e Ações Judiciais
O passado de Valmir de Francisquinho é marcado por desafios na esfera judicial. Em 2024, ele foi condenado por desvio de taxas do matadouro municipal. Anteriormente, em 2019, recebeu uma condenação por abuso de poder político e econômico, decisão que culminou na impugnação de sua candidatura ao governo em 2022. Além disso, o pré-candidato responde a diversas ações no Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe por supostos desvios de recursos públicos, incluindo parte da arrecadação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).