Economia

Protesto contra política educacional de Tarcísio bloqueia vias e mobiliza milhares em SP

Estudantes, professores e funcionários de universidades estaduais de São Paulo, incluindo USP, Unesp e Unicamp, realizaram nesta quarta-feira (20) uma marcha contra a política educacional do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ato, que bloqueou a avenida Brigadeiro Faria Lima, no centro financeiro da capital, demandou mais recursos para a educação e rejeitou privatizações, sendo interrompido pela Polícia Militar a cerca de 1km do Palácio dos Bandeirantes.

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Protesto contra política educacional de Tarcísio bloqueia vias e mobiliza milhares em SP
Foto: Reprodução / Leia Política
SÃO PAULO, SP -

Estudantes, professores e funcionários de universidades estaduais de São Paulo, incluindo USP, Unesp e Unicamp, realizaram uma grande marcha nesta quarta-feira (20.mai.2026) contra a política educacional do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). O protesto, que partiu do Largo da Batata, bloqueou trechos da avenida Brigadeiro Faria Lima, importante centro financeiro da capital paulista, e seguiu em direção ao Palácio dos Bandeirantes.

Milhares de manifestantes e bloqueio policial.

Segundo os organizadores do ato, a concentração na avenida Brigadeiro Faria Lima reuniu mais de 10 mil pessoas, número obtido a partir de imagens aéreas de drone próprio. A marcha, no entanto, foi interrompida pela Polícia Militar a cerca de 1 km do Palácio dos Bandeirantes, com os organizadores relatando três barreiras policiais, camburões do Choque e Cavalaria impedindo a passagem do grupo. A Polícia Militar do Estado de São Paulo informou, via rede social, que suas equipes de Policiamento de Trânsito estavam organizando o fluxo viário para garantir o deslocamento seguro de todos os usuários da via. Até o momento de publicação desta reportagem, a Secretaria de Segurança Pública e o governo do Estado não haviam se posicionado sobre o assunto, apesar de terem sido questionados pelo Poder360.

Reivindicações e contexto das greves.

Os manifestantes criticam a política educacional do governo paulista, demandando mais recursos para a educação e rejeitando privatizações no setor. O ato foi impulsionado por partidos de esquerda, como UP (Unidade Popular) e PSOL, além de contar com a participação de sindicatos e movimentos sociais. Estudantes demandam, principalmente, melhorias na infraestrutura, transporte e política de permanência das universidades, bem como a contratação de trabalhadores e funcionários. Docentes e trabalhadores, por sua vez, buscam reaver seu poder de compra, solicitando um ajuste salarial baseado na inflação (4,39% nos últimos 12 meses) mais 3%, em contraponto à proposta de 3,47% do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Paulistas).

O protesto ocorre em um contexto de intensificação das greves nos campi universitários. Na USP, estudantes estão em greve desde abril, com 130 cursos paralisados, movimento que ganhou força após o encerramento das negociações sobre o reajuste do auxílio permanência. O prédio da reitoria foi ocupado por três dias em maio e desocupado à força pela Polícia Militar, que afirmou não haver feridos, embora a União Nacional dos Estudantes (UNE) tenha classificado a ação como “violenta, ilegal e ilegítima”. Na Unicamp, docentes, funcionários e estudantes de 65 cursos estão paralisados. A Unesp também registra greve de professores e trabalhadores no câmpus Bauru, afetando ao menos 42 cursos da instituição.

Escrito por Redação Leia Política