PT intensifica pressão por exame de DNA de Alfredo Gaspar em denúncia de estupro
Lideranças petistas dobram a aposta em denúncia contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), exigindo que ele se submeta a um exame de DNA para refutar acusação de estupro de vulnerável, mesmo após o encerramento da CPMI do INSS.

Mesmo após o encerramento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no Congresso Nacional, lideranças petistas resolveram intensificar a denúncia contra o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), por suposto estupro de vulnerável.
Nos últimos dias, caciques do Partido dos Trabalhadores (PT) passaram a investir no discurso de que o relator precisa se submeter a um exame de DNA. Para os petistas, esse seria o único jeito hoje de o parlamentar alagoano escapar da denúncia.
Evidências Entregues à Polícia Federal e Exigência de DNA
Segundo petistas, o material entregue pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) à Polícia Federal (PF) “não é furada” e é composto por dados concretos contra o relator.
Assim, eles avaliam que a única saída que Gaspar tem seria mostrar que não é pai da criança supostamente fruto da violência sexual. A denunciante é uma jovem de 21 anos que diz ter sido violentada quando tinha 14 anos.
De acordo com lideranças do PT, há um depoimento da moça que afirma ter sido violentada pelo deputado alagoano. Os petistas dizem ainda ter entregue à PF prints de conversas de Gaspar com um tio da suposta vítima.
Diante dos dados, políticos como a própria Soraya Thronicke e o deputado Rogério Correia (PT-MG) passaram a defender que o relator da CPMI se submeta, o quanto antes, a um exame de DNA conduzido pela própria Polícia Federal.
Gaspar viu seu relatório ser rejeitado e a CPMI do INSS pode terminar sem uma conclusão formal, após sete meses de trabalhos no Congresso.