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Relatório Final da CPMI do INSS Cita Davi Alcolumbre por Laços com Ex-Assessor Indiciado

O relatório final da CPMI do INSS, apresentado nesta sexta-feira (27/3), cita o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, por sua relação com o ex-assessor Paulo Boudens, indiciado por crimes como lavagem de dinheiro e organização criminosa. Alcolumbre é apontado como responsável por dificultar os trabalhos da comissão e por impor sigilo de 100 anos a visitas de um lobista ao Senado.

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Relatório Final da CPMI do INSS Cita Davi Alcolumbre por Laços com Ex-Assessor Indiciado
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF -

O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, apresentado nesta sexta-feira (27/3), trouxe à tona a citação do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador é apontado como um dos principais responsáveis por dificultar a continuidade dos trabalhos da comissão.

Relações com Ex-Assessor Indiciado

Embora não tenha indiciado Alcolumbre, o relator do colegiado, Alfredo Gaspar (PL-AL), fez questão de destacar as estreitas relações do presidente do Congresso com o advogado Paulo Boudens, ex-assessor de Alcolumbre e uma das figuras indiciadas no relatório.

Boudens foi indiciado pelo relator por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e advocacia administrativa. Ele é acusado de ter recebido R$ 3 milhões da empresa Arpar, que, segundo a Polícia Federal, atuava na lavagem de dinheiro proveniente de desvios de aposentadorias.

Gaspar detalhou a proximidade dos dois, mencionando que, em 2009, Alcolumbre empregava Paulo Boudens, sua irmã Jaqueline e seu sobrinho Thales Boudens. A ligação continuou entre 2018 e 2023, período em que a esposa de Boudens, Rafaela, trabalhou com o senador amapaense.

Sigilo Centenário em Visitas

Além das conexões com Boudens, o relator Alfredo Gaspar também apontou outra atitude de Davi Alcolumbre que teria prejudicado as investigações. Por decisão do presidente do Congresso, as visitas do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS', ao Senado, receberam um sigilo de 100 anos, o que, de acordo com o relatório, atrapalhou significativamente os trabalhos da CPMI.

Escrito por Redação Leia Política