Ricardo Nunes é aconselhado a migrar para o PL de olho na sucessão de Tarcísio em 2030
Aliados articulam filiação do prefeito paulistano ao Partido Liberal para blindar candidatura ao Palácio dos Bandeirantes e manter protagonismo político.

BRASÍLIA, DF - O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, tem recebido conselhos de aliados para deixar o MDB e assinar filiação ao Partido Liberal (PL). A manobra mira diretamente a sucessão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de 2030, momento em que o atual governador não poderá disputar uma nova reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
Articulação com Flávio Bolsonaro e blindagem da direita
Integrantes do núcleo político de Nunes avaliam que a entrada nos quadros do PL é indispensável para conter a movimentação de outras lideranças da direita paulista que pretendam se viabilizar na disputa estadual daqui a quatro anos. A possível transição partidária vem sendo costurada nos bastidores por aliados do prefeito com interlocução direta junto a Flávio Bolsonaro.
Estratégia de visibilidade após o mandato municipal
Como Nunes deixará o comando do Executivo municipal no início de 2029, o grupo traça soluções para mantê-lo em evidência eleitoral até outubro de 2030. Os conselheiros apontam dois passos cruciais: eleger um aliado como sucessor na prefeitura paulistana e assegurar um posto de destaque executivo, que pode ser uma secretaria na gestão de Tarcísio de Freitas ou um ministério em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Reação e contrapartidas no MDB
O desenho de filiação ao PL já chegou ao conhecimento da cúpula do MDB. Sob reserva, caciques do partido afirmam não ver a movimentação de forma totalmente negativa, desde que haja compensações políticas claras. Em contrapartida à desfiliação, o prefeito precisará garantir a ampliação de espaços para os emedebistas na administração da capital e na estrutura do governo estadual.