Robôs humanoides participam de tradicional Corrida de Barcos-Dragão na China
Pela primeira vez em mais de dois mil anos, robôs humanoides se juntaram a humanos na milenar tradição chinesa da Corrida de Barcos-Dragão, realizada na província de Sichuan durante o Festival Duanwu. A participação das máquinas, que também montaram zongzi e pintaram cabeças de dragão, faz parte de uma estratégia do governo chinês para testar as tecnologias e familiarizar a população com a integração de robôs na sociedade e no comércio.

SICHUAN, CHINA - Pela primeira vez em mais de 2.000 anos, a milenar tradição chinesa da "corrida de barcos dragões" contou com a participação inédita de robôs humanoides. O evento ocorreu na província de Sichuan, onde as máquinas se integraram a uma série de atividades culturais relacionadas ao Festival Barco-Dragão, feriado nacional que os chineses celebram de sexta-feira (19.jun.2026) a domingo (21.jun).
A introdução das máquinas marcou uma quebra na tradição, que sempre foi realizada exclusivamente por humanos. Além da corrida, os robôs também demonstraram capacidade para montar os "zongzi" (bolinhos de arroz enrolados em folhas) e pintar as cabeças de dragões, atividades centrais do festival.
A tradição milenar do Festival Duanwu
Conhecido também como Festival Duanwu, o evento tem como ponto alto a corrida das embarcações. O feriado celebra a vida de Qu Yuan, um leal ministro e poeta da China antiga (século 2 e 3 antes de cristo), que se afogou em protesto contra a corrupção governamental. A lenda narra que os moradores locais correram em seus barcos para tentar salvá-lo ou recuperar seu corpo, jogando bolinhos de arroz no rio para evitar que os peixes o devorassem.
Desde então, a tradição na data inclui a realização das corridas de barco e o preparo dos "zongzi", perpetuadas por mais de dois milênios por participantes humanos, até a integração dos robôs em 2026.
Estratégia governamental e o futuro dos robôs
A inclusão dos robôs em atividades culturais é uma diretriz do governo chinês. O objetivo principal é testar as capacidades das máquinas, visando aprimoramentos futuros, e, simultaneamente, familiarizar os cidadãos com a convivência com os robôs. Essa estratégia visa evitar estranhamento quando os humanoides começarem a operar em larga escala no comércio e em outras esferas da sociedade.
A China tem um plano ambicioso de ter, pelo menos, 10.000 robôs humanoides em uso comercial no país até o final deste ano.