Ronaldo Caiado: PT entregou soberania brasileira ao Comando Vermelho e PCC
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) acusou o PT de ceder a soberania nacional a facções criminosas como o Comando Vermelho e o PCC. Ele defendeu uma política nacional de segurança pública com apoio aos estados e investimento em tecnologia, além de esclarecer acordos com EUA e Japão e destacar o uso de IA em Goiás.

Facções Criminosas e Soberania Nacional.
No contexto da discussão sobre a crise na segurança pública, Caiado argumentou que, atualmente, as facções criminosas exercem maior controle sobre o território nacional do que o próprio Estado brasileiro. "A soberania brasileira o PT entregou para o Comando Vermelho e pro PCC. Hoje eles mandam mais no Brasil do que o Estado brasileiro", declarou o candidato.
Ele descreveu uma visita a complexos no Rio de Janeiro, como Penha e Alemão, onde, segundo ele, os moradores estão submetidos às regras do crime e não do poder público. "Ali não existe o Estado, onde eu fui nesta 4ª feira. Lá existe o crime, que comanda e dita as regras no país", afirmou.
Propostas para a Segurança Pública.
Em sua plataforma, Caiado defendeu a implementação de uma política nacional de apoio aos governos estaduais para combater o crime organizado. Segundo o candidato, o governo federal deve ampliar significativamente os investimentos em tecnologia, incluindo o uso de satélites e sistemas de informação avançados para as forças de segurança. "O que falta é exatamente uma política nacional de apoio aos governadores e governadoras para a gente poder chegar a esse nível que está hoje contaminando e destruindo o país", disse.
Acordos Internacionais e Gestão em Goiás.
Durante a entrevista, Caiado também foi questionado sobre acordos firmados com Estados Unidos e Japão para atrair tecnologia estrangeira para o processamento de minerais críticos em Goiás. Ele refutou a ideia de que esses memorandos comprometam a soberania nacional, enfatizando que a autorização para exploração mineral é de competência da União. "Trazer inteligência, fazer parceria com tecnologia é avançar. Isso não é comprometer soberania brasileira", argumentou, explicando que a intenção é que empresas estrangeiras processem os minerais em Goiás, em vez de exportá-los brutos.
O candidato destacou ainda sua gestão em Goiás como um exemplo no uso de tecnologia para a segurança pública, mencionando a integração de inteligência artificial na atuação operacional das polícias estaduais. "Então, eu associei inteligência com a operacionalidade das nossas tropas. E, ao mesmo tempo, junto com a IA, que é a inteligência artificial, nós criamos uma plataforma chamada IA de Combate ao Crime, que é das mais modernas do mundo, desenvolvida no Estado", concluiu Caiado.