Seca eleva risco de incêndios em SP; novas multas de R$ 3.000 por hectare visam coibir ação humana
O Estado de São Paulo enfrenta alto risco de incêndios entre junho e outubro, período de seca, com 90% dos focos provocados por ação humana. Uma legislação de 2025 endureceu as punições, estabelecendo multas de até R$ 3.000 por hectare para queimadas ilegais, visando coibir a prática e proteger o meio ambiente.

O Estado de São Paulo enfrenta o período de junho a outubro, considerado a “fase vermelha” para incêndios, de alto risco, em razão da seca intensa. De acordo com a Defesa Civil do Estado, responsável por ações de treinamento e combate ao fogo, nove de cada dez incêndios detectados são provocados pela ação humana.
Ação humana é principal causa dos incêndios.
“De maneira intencional ou acidental, o ser humano é o principal responsável pelos incêndios florestais que atendemos, por isso é necessário que a população tome muito cuidado com fogueiras acesas em região de mata e cigarros jogados ao acaso. As pessoas não têm ideia do tamanho do problema que podem causar. Os balões também são um risco muito sério que enfrentamos na época de seca”, explicou o capitão Maxwell de Souza, da Defesa Civil de São Paulo.
Novas multas de R$ 3.000 por hectare.
Para coibir as queimadas ilegais, o governo de São Paulo alterou a legislação ambiental em 2025, com punições mais severas para o uso irregular do fogo em áreas rurais. A principal mudança elevou as penalidades para quem provocar incêndios em áreas produtivas ou de vegetação sem autorização, estabelecendo multas de R$ 3.000 por hectare atingido. Esse valor pode dobrar em casos mais graves, como incêndios em terras indígenas. Anteriormente, a legislação previa multas de até R$ 1.500 por hectare.
Período de seca e cuidados essenciais.
Durante a época de estiagem, a Defesa Civil recomenda que a população, mesmo quem não faz parte de brigadas especializadas, colabore adotando cuidados básicos. O período de junho a outubro é o mais seco do ano e o mais propenso a focos de queimadas nas matas.