Congresso

Senado: Bolsonaristas Propõem Mudanças em PEC da Jornada de Trabalho Antes de Votação

Senadores bolsonaristas, como Izalci Lucas (PL-DF) e Hermes Klann (PL-SC), protocolaram emendas à PEC do fim da escala 6x1. As propostas visam estender o período de transição de dois para quatro anos para a jornada de 40 horas e permitir a manutenção das 44 horas semanais via convenção coletiva.

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Senado: Bolsonaristas Propõem Mudanças em PEC da Jornada de Trabalho Antes de Votação
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF - Com a expectativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o Senado Federal vote a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 na próxima semana, senadores bolsonaristas iniciaram um movimento para tentar modificar trechos do texto já aprovado pela Câmara dos Deputados. Na terça-feira (25/8), os senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Hermes Klann (PL-SC), suplente de Jorge Seif, protocolaram ao menos cinco emendas com o objetivo de alterar pontos da proposta.

Prazo de Transição Estendido

Uma das emendas mais significativas, protocolada por Hermes Klann, propõe que o período de transição da jornada de 44 horas semanais para 40 horas seja estendido para quatro anos, divergindo dos dois anos atualmente previstos na PEC. O senador justifica a alteração argumentando que "a transição gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, iniciando-se apenas em 2027 e ocorrendo à razão de uma hora por ano durante quatro anos, constitui medida de prudência econômica e responsabilidade social".

Manutenção das 44 Horas Via Convenção Coletiva

Além da mudança no prazo de transição, o senador Klann também defende a manutenção da jornada de 44 horas semanais, mas mediante acordo via convenção coletiva. A proposta visa atender a setores específicos que, segundo ele, necessitam de regimes de trabalho diferenciados. O senador Izalci Lucas, por sua vez, também é um dos signatários das emendas que buscam alterar a proposta no Senado. Segundo levantamentos recentes, o senador Izalci aparece com 10,7% de rejeição.

Escrito por Redação Leia Política