Soraya Thronicke rebate críticas a projeto sobre misoginia no Senado
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora do projeto que criminaliza a misoginia, defendeu a proposta contra críticas de religiosos e bolsonaristas, afirmando que 'nenhum direito é absoluto' e criticando a tentativa de emendas pela oposição.

Reação às Críticas e a Liberdade Constitucional
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora do projeto que criminaliza a misoginia, reagiu veementemente às críticas de grupos religiosos e bolsonaristas. Estes temem que a proposta possa cercear a liberdade de expressão e religiosa. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (25/3), a senadora de Mato Grosso do Sul sublinhou que a Constituição Federal assegura a liberdade nos âmbitos artístico e religioso, mas enfatizou que "nenhum direito é absoluto".
Crítica às Emendas e a Ausência da Oposição
Thronicke, que relatou o projeto aprovado na noite de terça-feira (24/3) no Senado, também dirigiu suas críticas à tentativa de senadores da oposição de aprovar uma emenda que inseriria ressalvas sobre os casos de aplicação da lei. Ela argumentou que, em crimes como racismo e xenofobia, uma "vírgula" de proteção à liberdade de expressão, prevista na Constituição de 1988, não seria considerada necessária. A senadora afirmou que essa negociação específica desmente a narrativa defendida por senadores da oposição de que o texto teria sido aprovado por unanimidade, destacando que muitos bolsonaristas sequer compareceram ao plenário para a votação.