STF determina apreensão de passaporte de publicitário investigado no Caso Master
O ministro André Mendonça, do STF, acatou pedido da Polícia Federal e ordenou a apreensão do passaporte de Thiago Miranda, proibindo-o de deixar o Brasil por suspeita de risco de fuga. Miranda é investigado por tentar desgastar o Banco Central em negociações.

BRASÍLIA, DF - O ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (11/7) a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda e o proibiu de deixar o Brasil. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que apontou risco concreto de fuga do publicitário do país.
Investigação sobre o publicitário.
Thiago Miranda é investigado por suspeita de coordenar uma rede de influenciadores que atuava nas redes sociais para tentar desgastar a credibilidade do Banco Central (BC) durante as negociações para a compra do Banco Master pelo BRB. O esquema, segundo as investigações, tinha o aval de Daniel Vorcaro, dono do Master.
Risco de fuga justificado pela PF.
Ao solicitar a apreensão do passaporte ao STF, a Polícia Federal informou que Miranda tinha uma viagem marcada para Miami, nos Estados Unidos, na segunda-feira (13/7). A corporação afirmou haver “sério risco” de que o publicitário fugisse do país, buscando se furtar da investigação em curso.
Outros elementos que reforçam a suspeita.
Os investigadores também apontaram outros elementos que, na avaliação da PF, reforçam o risco de fuga. Entre eles, estão as frequentes trocas de aparelhos celulares, o encerramento repentino das atividades de sua agência de comunicação e o cancelamento de uma viagem ao Rio de Janeiro na véspera da operação de busca e apreensão realizada pela PF na quinta-feira (9/7). O pedido da PF ainda cita um contrato firmado entre Miranda e o banqueiro Daniel Vorcaro em 31 de março, após a prisão do dono do Banco Master, para a produção de um documentário sobre o “Caso Banco Master”.