Judiciário

STF: Fachin suspende veto a bens públicos para reforçar BRB

O ministro Edson Fachin, presidente do STF, suspendeu liminarmente a decisão que impedia o Distrito Federal de usar bens públicos para capitalizar o BRB. A medida visa reforçar o patrimônio e a liquidez do banco, após o BRB ter aprovado um aumento de capital de R$ 8,8 bilhões e em meio ao caso Master.

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STF: Fachin suspende veto a bens públicos para reforçar BRB
Foto: Reprodução / Leia Política
BRASÍLIA, DF - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, suspendeu na sexta-feira (24.abr.2026) uma decisão que barrava o uso de bens públicos, inclusive imóveis, para reforçar o patrimônio do Banco de Brasília (BRB). A medida é liminar e será submetida ao referendo do plenário do STF, em sessão virtual prevista para ocorrer entre 8 e 15 de maio.

Bloqueio Anterior e Lei Distrital

A decisão suspensa por Fachin havia sido proferida pelo desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJ-DFT). O desembargador tinha suspendido trechos da Lei Distrital nº 7.845/2026, que autoriza o Distrito Federal, como acionista controlador do BRB, a adotar medidas para recompor, reforçar ou ampliar a estrutura patrimonial e a liquidez do banco.

Entre as autorizações da legislação, estava a integralização de capital com bens móveis ou imóveis públicos e a alienação desses bens.

Argumentação do Distrito Federal

No pedido feito ao STF, o Distrito Federal argumentou que a decisão do TJ-DFT representava grave lesão à ordem administrativa, pois interferia nas competências constitucionais do Poder Executivo e neutralizava os efeitos de uma legislação aprovada pelo Legislativo local e sancionada pelo chefe do Executivo.

Análise de Fachin

O ministro Fachin classificou as argumentações do Distrito Federal como plausíveis. Ele destacou que a decisão do TJ-DFT, ao suspender de forma ampla e imediata a eficácia de parcela significativa da lei distrital, impedia a implementação de uma política pública regularmente estruturada.

“A inviabilização das medidas de recuperação do banco público pode comprometer a continuidade de serviços essenciais, a execução de políticas públicas de caráter social e econômico e a segurança das relações financeiras mantidas por milhares de cidadãos e empresas com a instituição”, escreveu Fachin em sua decisão. O ministro acrescentou que “a suspensão integral desses instrumentos, em estágio inicial de controle judicial e por decisão monocrática de natureza precária, cria risco concreto de agravamento da situação que se pretendeu evitar, com prejuízos de difícil ou impossível reparação”.

Contexto do BRB e Caso Master

O BRB aprovou, em assembleia-geral extraordinária realizada na quarta-feira (22.abr), uma proposta de aumento do capital social de até R$ 8,8 bilhões. Essa medida era esperada pelo Banco Central para avaliar a sustentabilidade do banco, especialmente após o chamado 'caso Master'.

O Banco Master é apontado por ter vendido títulos 'podres' para o BRB, o que culminou em investigações e na liquidação extrajudicial anunciada em novembro pelo Banco Central.

Escrito por Redação Leia Política