STF intima defesa de Bolsonaro após Eduardo citar vídeo para o pai
Eduardo Bolsonaro afirmou ter gravado vídeo para Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, durante a CPAC nos EUA. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu 24 horas para a defesa esclarecer a comunicação, reiterando que o ex-presidente está proibido de se comunicar com o exterior e usar redes sociais.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (30.mar.2026) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esclareça, em 24 horas, a menção feita pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre o envio de um vídeo ao pai. Jair Bolsonaro está atualmente em prisão domiciliar por 90 dias.
Declaração nos EUA agita cenário político
A polêmica surgiu durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), evento realizado entre 25 e 28 de março nos Estados Unidos, onde Eduardo Bolsonaro reside. O ex-deputado afirmou estar gravando um vídeo para mostrar ao pai, com o objetivo de demonstrar apoio internacional e contestar medidas que, em sua avaliação, buscam enfraquecer a liderança do ex-chefe do Executivo.
"Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado", declarou Eduardo durante o evento.
Restrições de comunicação são reafirmadas
A decisão do ministro Alexandre de Moraes reafirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro está proibido de utilizar redes sociais, seja diretamente ou por meio de terceiros. Além disso, Bolsonaro está impedido de manter comunicação com o exterior, inclusive por intermédio de terceiros, conforme as condições de sua prisão domiciliar.