Tabata Amaral pede inquérito policial contra Pablo Marçal por suposta fraude partidária
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) solicitou à Justiça Eleitoral a abertura de um inquérito policial para investigar uma possível fraude de Pablo Marçal na troca de partido do União Brasil para o PRTB, visando as eleições de 2026. Marçal, já alvo de pedido de impugnação pelo MPE, é acusado por Tabata de apresentar documentos fraudulentos para comprovar sua filiação dentro do prazo legal, com base em uma ficha unilateral e registros de redes sociais.

Tabata Amaral aciona Justiça Eleitoral contra Pablo Marçal
BRASÍLIA, DF - A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que busca a reeleição em 2026, formalizou um pedido à Justiça Eleitoral, na quinta-feira (20/8), para que seja aberto um inquérito policial. O objetivo é apurar uma possível fraude cometida por Pablo Marçal em sua troca do União Brasil para o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Esta solicitação está inserida em uma ação maior, na qual a parlamentar paulista pede à ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, que a candidatura de Marçal à Presidência da República seja impugnada.
Indícios de fraude na filiação partidária
Na ação apresentada ao TSE, a deputada alega a existência de fortes indícios de fraude nos documentos utilizados por Pablo Marçal para comprovar sua filiação partidária dentro do prazo legal para as eleições de 2026. Tabata Amaral ressalta que a única evidência da filiação de Marçal ao PRTB na data-limite estabelecida pela Justiça Eleitoral é uma ficha de filiação unilateral, que foi apresentada somente em 10 de agosto, mais de quatro meses após o vencimento do prazo oficial. A parlamentar ainda anexou registros de redes sociais que mostram Marçal atuando como filiado ao União Brasil mesmo após o prazo final do TSE para a troca de partido, questionando a validade do documento do PRTB.
Marçal já enfrenta pedido de impugnação do MPE
Pablo Marçal já é alvo de outro pedido de impugnação, este feito pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). O MPE baseia sua solicitação em uma condenação prévia de Marçal por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024, quando concorreu à Prefeitura de São Paulo. Tabata Amaral foi adversária de Marçal nessa eleição e teve embates notórios com ele durante o pleito. O pedido da deputada ao TSE se diferencia da ação do MPE, justamente, pela solicitação específica de abertura de um inquérito policial para investigar a suposta fraude partidária.