Eleições

Tebet critica oponentes de Lula por discurso religioso e os rotula de 'traidores da pátria'

A candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) atacou os adversários do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o lançamento de sua campanha de reeleição. Ela criticou o uso do discurso religioso pelos oponentes, afirmando que defendem interesses próprios e "gritam Barrabás", e os acusou de serem "traidores da pátria" por alinhamento com governos estrangeiros e o Presidente Donald Trump.

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Tebet critica oponentes de Lula por discurso religioso e os rotula de 'traidores da pátria'
Foto: Reprodução / Leia Política
SÃO BERNARDO DO CAMPO, SP -

A candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), fez um discurso contundente durante o lançamento da campanha pela reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (16.ago.2026). Em sua fala, Tebet criticou os adversários do petista, afirmando que, embora invoquem Deus e Cristo, "no fundo o que eles gritam é Barrabás!". Ela acrescentou que, enquanto os oponentes falam da família, estão na verdade defendendo "a família própria", em contraste com as políticas sociais do governo Lula, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, que, segundo ela, defendem a família brasileira.

Sem mencionar nominalmente Flávio Bolsonaro (PL), a candidata associou os rivais a manifestações a favor de governos estrangeiros e os qualificou como "traidores da pátria". Tebet relembrou um ato de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em 7 de setembro de 2025, na Avenida Paulista, em São Paulo, onde uma grande bandeira dos Estados Unidos foi estendida durante um protesto pela anistia de Bolsonaro e dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro. A senadora também fez referência ao alinhamento de parte da direita brasileira com o atual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).

Antes de suas críticas diretas, Simone Tebet destacou que a eleição de 2026 será uma disputa crucial pela defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos sociais. Ela conclamou a reeleição do Presidente Lula e expressou confiança de que as forças políticas contrárias não conseguirão reverter os avanços sociais. Tebet também pediu votos para Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo e para ela e Marina Silva, ambas concorrendo ao Senado.

Lançamento da Campanha de Lula.

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu início à sua campanha de reeleição no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), um local de grande simbolismo para sua trajetória sindical no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. O evento reuniu uma expressiva militância petista e de partidos aliados, além de movimentos sociais, com o objetivo de contar com cerca de 20.000 pessoas nas arquibancadas e área gramada do estádio.

O ato serviu também para o lançamento do slogan "O Brasil pronto pra mais", uma alusão às realizações do governo petista e uma projeção para um possível inédito quarto mandato de Lula. Entre as prioridades já citadas pelo presidente estão a defesa nacional, a exploração de terras-raras e o ensino em tempo integral. A soberania tem sido um mote central do governo, que tem enfrentado atritos com os Estados Unidos.

A estratégia do Planalto visa associar Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, à pecha de "entreguista" e "traidor da pátria", devido ao seu alinhamento com o Presidente norte-americano, Donald Trump.

Histórico Eleitoral de Lula.

Aos 80 anos, Luiz Inácio Lula da Silva será candidato ao Planalto pela oitava vez, tendo oficializado sua entrada na disputa pela reeleição em 2 de agosto, em São Paulo. Ele já disputou as eleições presidenciais em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2018 (quando teve o nome barrado pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa) e 2022.

Em suas disputas efetivas, o petista foi derrotado três vezes (1989, 1994 e 1998) e venceu em outras três ocasiões (2002, 2006 e 2022). Caso seja reeleito em 2026, Lula se tornará o presidente mais velho a assumir o cargo, completando 81 anos em outubro deste ano, e o primeiro brasileiro a vencer quatro eleições diretas para a Presidência da República.

Escrito por Redação Leia Política