Tensão no TSE: Alcolumbre evita aplaudir Jorge Messias em posse de Nunes Marques
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ignorou o ministro da AGU, Jorge Messias, ao não aplaudi-lo durante a posse do novo presidente do TSE, Nunes Marques, em Brasília, evidenciando a profunda rivalidade entre os dois, que culminou na rejeição histórica de Messias ao STF.

Uma cena de notável tensão marcou a posse do ministro Nunes Marques como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira, 12 de maio de 2026. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), destacou-se por sua recusa em aplaudir o atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, que foi o principal algoz do senador.
Durante o evento, que ocorreu em Brasília, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simometti, fez uma menção especial à presença de Messias na cerimônia. A referência foi prontamente seguida por uma prolongada salva de palmas direcionada ao titular da AGU.
No entanto, enquanto outros presentes, incluindo o presidente Lula – que estava sentado ao lado de Alcolumbre e aplaudiu seu auxiliar – manifestavam apoio, o senador amapaense manteve-se estático na mesa principal do plenário do TSE, evitando qualquer aplauso a Messias.
Rivalidade e Rejeição Histórica
A postura de Alcolumbre reflete a intensa rivalidade política entre os dois. Jorge Messias teve seu nome aprovado em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 29 de abril, mas sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi posteriormente rejeitada no plenário. Alcolumbre havia selado uma aliança com a oposição no Congresso para orquestrar a derrota de Messias.
A votação resultou em 42 votos contrários e 34 favoráveis à indicação, configurando uma derrota histórica tanto para o ministro quanto para o governo. O Senado não recusava uma indicação à Suprema Corte desde 1894, durante a gestão de Floriano Peixoto, sublinhando a gravidade e o ineditismo do revés.