Trump Anuncia Entrega Imediata de Urânio Iraniano e Busca Adesão aos Acordos de Abraão
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (25.mai.2026) que o urânio enriquecido do Irã será entregue aos Estados Unidos para destruição, preferencialmente em coordenação com Teerã. Trump também revelou ter proposto a líderes de sete países do Golfo a adesão do Irã aos Acordos de Abraão, visando normalizar relações com Israel, durante uma reunião sobre cessar-fogo no sábado (23.mai).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou nesta segunda-feira (25.mai.2026) que o urânio enriquecido do Irã “será imediatamente entregue” aos EUA para ser destruído. Mais cedo, o presidente havia declarado que as negociações para o fim do conflito avançaram.
Condições para a Destruição do Urânio
Em sua conta na Truth Social, Trump detalhou que o urânio enriquecido, que ele se referiu como "poeira nuclear", será repatriado e destruído nos Estados Unidos. Contudo, o presidente destacou a preferência de que o processo seja realizado “em conjunto e coordenação com a República Islâmica do Irã, destruído no local ou em outra localização aceitável, com a Comissão de Energia Atômica, ou equivalente, como testemunha deste processo”.
Ao abordar as negociações em andamento com o Irã, Trump afirmou que um acordo, se firmado, deverá ser favorável para todas as partes envolvidas, caso contrário, nenhum pacto será selado.
Acordos de Abraão na Pauta
O presidente norte-americano também expressou seu desejo de que o Irã se junte aos Acordos de Abraão, uma iniciativa diplomática que visa a normalização das relações com Israel. Trump informou ter apresentado essa proposta a líderes de sete países do Golfo no último sábado (23.mai), durante uma reunião focada no cessar-fogo com os iranianos.
Os Acordos de Abraão foram estabelecidos em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, e resultaram no estabelecimento ou retomada de laços diplomáticos entre Israel e nações como Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão. A iniciativa original tinha como propósitos isolar o Irã e fomentar a cooperação, especialmente em comércio e defesa, entre governos árabes e Israel.
No entanto, o conflito em Gaza tem sido um fator que afeta diretamente a disposição de alguns países árabes em expandir ou formalizar seus vínculos com o governo israelense, com a ofensiva militar prolongada sendo percebida por parte da comunidade internacional como desproporcional.