Trump sinaliza abertura para diálogo com Cuba, apesar de endurecimento das sanções
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou nesta terça-feira (12.mai.2026) sua abertura para negociações com Cuba, descrevendo a ilha como um 'país falido' que estaria 'pedindo ajuda'. A declaração surge em um contexto de intensificação das sanções econômicas americanas contra setores-chave de Cuba, que por sua vez rejeitou as medidas e as classificou como 'agressão econômica'.

Abertura para diálogo em meio a sanções
A sinalização de Trump ocorre em um momento em que a administração americana tem intensificado as sanções econômicas contra Havana, visando indivíduos e associações dos setores de energia, mineração, segurança e defesa. As medidas também atingem a Gaesa, uma empresa controlada pelos militares cubanos. O presidente republicano afirmou estar aberto a negociações, apesar de nenhum membro de seu partido o ter procurado sobre o assunto. “Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar!!! Enquanto isso, estou indo para a China!”, escreveu Trump.
Reações e defesas das políticas
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu as sanções implementadas, explicando que elas não têm como alvo o povo cubano, mas sim uma empresa que, segundo ele, estaria “roubando” da população para beneficiar poucos. A política de Washington contra Havana tem sido de pressão máxima, apesar da nova retórica de abertura para conversas.
Posicionamento de Cuba
Em resposta às declarações de Trump, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, rejeitou as insinuações e afirmou que o país responderá a qualquer tentativa de agressão. Díaz-Canel criticou as ameaças que classificou como “perigosas” de ação militar. Além disso, em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba classificou as recentes sanções americanas como um “ato de agressão econômica implacável“ e reiterou sua rejeição ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde a década de 1960.