TSE lança campanha de representatividade política em 2026, com prazo de filiação já encerrado
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou a “Campanha Representatividade” para estimular a participação de mulheres, negros e indígenas na política. A iniciativa, veiculada em rádio e TV, ocorre até 30 de julho de 2026. Contudo, o próprio tribunal informou que o prazo de filiação partidária para as eleições de 2026 terminou em 4 de abril, seis meses antes do primeiro turno do pleito.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou a “Campanha Representatividade”, uma iniciativa para estimular a participação política de grupos historicamente sub-representados no Brasil. A campanha teve início em 5 de maio de 2026 e terá suas peças publicitárias veiculadas em emissoras de rádio e televisão até 30 de julho de 2026.
Apesar da veiculação da campanha para incentivar novas participações, o próprio TSE havia divulgado, em 4 de abril, que o prazo final para a filiação partidária dos interessados em disputar as eleições gerais de 2026 já havia se encerrado. Segundo o tribunal, os candidatos deveriam estar “com a filiação partidária devidamente aprovada pelo partido” até 4 de abril, seis meses antes do 1º turno do pleito.
Objetivos da Campanha e Formato.
A iniciativa visa combater a sub-representação de mulheres, negros e indígenas no cenário político brasileiro. O material divulgado enfatiza a pluralidade como um elemento crucial para o fortalecimento da democracia e a proteção de direitos específicos. A legislação determina que o período de abril a julho é reservado para a veiculação de propagandas institucionais que incentivem a participação desses grupos, e a campanha também se propõe a esclarecer o funcionamento do sistema eleitoral. As peças publicitárias são compostas por um vídeo de 30 segundos para televisão, um spot para rádio e conteúdo específico para as redes sociais da Justiça Eleitoral.
Evolução das Candidaturas de Mulheres.
As candidaturas de mulheres nas eleições gerais totalizaram 9.200 em 2018, representando 32% do total. Em 2022, esse número subiu para 9.900, alcançando 34%. Nos pleitos municipais, foram registradas 187.000 candidaturas femininas em 2020 (34% do total), e 159.000 em 2024, mantendo a proporção de 34%.
Candidaturas de Pessoas Negras e Brancas.
Pessoas negras (autodeclaradas pretas e pardas) apresentaram 13.500 candidaturas nas eleições gerais de 2018, correspondendo a 46% do total. Em 2022, as candidaturas de pessoas negras chegaram a 14.700, atingindo 50%. Nas eleições municipais de 2020, esse grupo registrou 279.000 candidaturas (50% do total), e em 2024, foram 239.000, com a proporção subindo para 52%. Em contraste, as candidaturas de pessoas brancas totalizaram 268.000 em 2020 (49%) e caíram para 217.000 em 2024 (47%).
Aumento das Candidaturas Indígenas.
As candidaturas indígenas somaram 130 nas eleições gerais de 2018, representando menos de 1% do total. Em 2022, esse número cresceu para 190. Nos pleitos municipais, foram 2.200 candidaturas indígenas em 2020 (abaixo de 1%) e 2.600 em 2024.