Wagner prevê placar apertado para Messias no STF; indicado defende Corte em sabatina
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), previu na quarta-feira (29/4) que a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal será aprovada com apenas 45 votos. Messias, durante sua sabatina no Senado, defendeu a atuação da Corte como guardiã constitucional e destacou a necessidade de seu aperfeiçoamento. Wagner também comentou que uma possível articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), contra Messias seria um 'bom sinal'.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), previu na tarde da última quarta-feira (29/4) que a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) será aprovada com um placar apertado. Em conversa com a coluna na porta da sala onde ocorria a sabatina de Messias, Wagner, que é líder de Lula na Casa, estimou que o indicado ao Supremo receberá 45 votos no plenário do Senado.
Votação abaixo de antecessores
Se a previsão de Wagner se confirmar, Messias será aprovado com menos votos do que os ministros André Mendonça e Flávio Dino, que obtiveram 47 votos cada em suas respectivas sabatinas no Senado. A expectativa é de uma margem mais estreita para a confirmação do nome de Messias.
Defesa do papel constitucional do STF
Durante sua sabatina no Senado, o próprio Jorge Messias se pronunciou sobre o papel da Corte. "Entre erros e acertos, o STF vem se mantendo firme como guardião da supremacia constitucional e do nosso estado de direito", declarou. O indicado também enfatizou a importância da credibilidade do tribunal: "A credibilidade da Corte é um compromisso e uma necessidade. Precisamos, por sua importância, que o STF se mantenha aberto permanentemente ao aperfeiçoamento", afirmou.
Análise sobre articulação política
Para o líder do governo, a possível articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), contra a indicação de Messias seria um "bom sinal".