Wes Streeting critica Keir Starmer, defende reaproximação com UE e mira liderança trabalhista
O ex-ministro da Saúde do Reino Unido, Wes Streeting, confirmou neste sábado (16.mai.2026) que disputará a liderança do Partido Trabalhista se o primeiro-ministro Keir Starmer for substituído. Ele criticou a liderança de Starmer, classificou o Brexit como um "erro catastrófico" e defendeu uma nova relação especial com a União Europeia, visando um futuro retorno ao bloco.

O ex-ministro da Saúde do Reino Unido, Wes Streeting, confirmou neste sábado (16.mai.2026) sua intenção de disputar a liderança do Partido Trabalhista, caso seja convocada uma eleição para substituir o primeiro-ministro Keir Starmer. A declaração foi feita durante uma conferência organizada pelo centro de estudos Progress.
Críticas à Liderança de Keir Starmer
Em sua fala, Streeting criticou abertamente o governo de Starmer, descrevendo sua liderança como "pesada" e apontando que ela reprimiu o debate de ideias dentro do governo. Ele afirmou que o partido chegou ao poder há dois anos despreparado, sem clareza de visão e direção. O ex-ministro classificou o corte no auxílio de combustível de inverno como uma "catástrofe" e mencionou que a legenda evitou debates sobre renovação intelectual desde a liderança de Jeremy Corbyn, entre setembro de 2015 e abril de 2020.
Defesa de Reaproximação com a União Europeia
Streeting defendeu uma "nova relação especial" com a União Europeia, expressando o desejo de que o Reino Unido retorne ao bloco no futuro. Ele classificou a saída do país da UE, conhecida como Brexit, como um "erro catastrófico".
Apoio a Andy Burnham e Condições para Disputa
O ex-ministro também elogiou o prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham. Na sexta-feira (15.mai.2026), Burnham foi liberado pelo Comitê Executivo do partido para disputar uma eleição suplementar em Makerfield e retornar ao Parlamento. Streeting declarou que fará campanha para ajudar a eleger o prefeito.
Apesar de afirmar ter apoio no Legislativo, Streeting ressaltou que uma disputa pela liderança antes do retorno de Burnham não teria legitimidade. "É preciso ter uma disputa adequada com os melhores candidatos", concluiu.