William Douglas Defende Messias para o STF e Enfrenta Repercussão por Posição
O pastor e juiz federal William Douglas defendeu publicamente a indicação de Jorge Messias ao STF, feita pelo presidente Lula, e se tornou alvo de críticas. Douglas refutou acusações de 'má-fé' contra Messias, cuja controvérsia se intensificou após parecer de 2024 sobre a assistolia fetal.

BRASÍLIA, DF - O pastor e juiz federal William Douglas, membro da Igreja Batista Getsêmani, tem enfrentado intensa repercussão nas redes sociais após manifestar publicamente seu apoio à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Lula.
Douglas, que chegou a ser cotado para o STF durante o governo Bolsonaro, revelou em um culto ter sido alertado sobre os riscos de "se queimar" ao defender Messias. Apesar das advertências, o pastor-juiz criticou as manifestações contrárias à indicação, classificando muitas delas como de "má-fé".
Posicionamento sobre a Assistolia Fetal Debate em Pauta
Mesmo com uma posição pessoal considerada mais conservadora, William Douglas emergiu como uma das vozes proeminentes em defesa de Messias. Uma das principais críticas direcionadas ao advogado-geral da União é sua suposta postura favorável à liberação do aborto.
A controvérsia decorre de um parecer assinado por Messias em 2024, no qual ele se posicionou contra uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que tratava da prática da assistolia fetal, um procedimento utilizado em abortos realizados após a 22ª semana de gestação. No documento, o AGU argumentou que o CFM não possui autoridade legal para proibir tal procedimento. A assistolia fetal é um ponto sensível para grupos oposicionistas ao aborto, pois permite a interrupção da gravidez em fetos que estão no limite da viabilidade de parto.
A indicação de Jorge Messias ao STF, e sua posição sobre temas como a assistolia fetal, promete gerar debates acalorados durante a sabatina no Senado.