Desvendando o Selo 'IA': AMD Explica a Diferença Essencial em Notebooks
Em meio à proliferação do selo 'IA' em notebooks, a AMD esclarece que a verdadeira distinção reside na presença de uma NPU para processamento local. Gerentes da empresa detalham a importância de 40 TOPs para rodar o Copilot+ e orientam a escolha de processadores Ryzen conforme o perfil de uso, ressaltando os limites físicos dos notebooks para cargas de trabalho mais pesadas.

SÃO PAULO, SP - A crescente proliferação do selo 'IA' em notebooks tem gerado uma considerável confusão entre os consumidores. Para esclarecer o cenário, Priscila Bianchi, gerente regional de vendas da AMD no Brasil, e Artur Oliveira, gerente de vendas da divisão de componentes da AMD no Brasil, detalharam no Podcast Canaltech as especificidades que realmente diferenciam um notebook comum de um dispositivo efetivamente preparado para inteligência artificial.
A NPU como Diferencial Chave
Segundo Priscila Bianchi, a principal distinção está no hardware, especificamente na presença de uma NPU (Neural Processing Unit) embarcada no chip. 'Quando a gente fala que tem um notebook pronto para IA, a gente está falando de uma mudança física no hardware', explica. A NPU permite que o processamento de tarefas de IA aconteça localmente, dispensando a dependência da nuvem. Esse processamento local resulta em menor consumo de energia, maior velocidade de resposta e uma segurança aprimorada para os dados do usuário. Notebooks sem NPU, embora consigam rodar aplicativos como o ChatGPT via internet, ficam limitados em tarefas mais intensas e em funcionalidades que demandam processamento local, tornando a distinção crucial no momento da compra.
Desvendando o Padrão Copilot+
Artur Oliveira adiciona um ponto importante: nem todo processador com NPU atende ao padrão Copilot+ da Microsoft. Para que um chip execute a plataforma que concentra os recursos de IA nativos do Windows, ele precisa ter uma capacidade mínima de 40 TOPs (trilhões de operações por segundo). 'Quando o usuário vai fazer um investimento, ele tem que entender que precisa procurar um processador com no mínimo 40 TOPs, que é aquele que vai rodar o Copilot Plus', afirma Oliveira. Processadores com 15 ou 20 TOPs oferecem um desempenho superior em comparação a chips sem NPU, mas não se enquadram no padrão Copilot+. A diferença prática é que o Copilot convencional ainda requer processamento em nuvem para parte de suas funções, enquanto o Copilot+ executa tudo localmente.
Escolha Certa: Qual Processador Ryzen para Você?
Para auxiliar na escolha, Priscila Bianchi sugere que a decisão parta do perfil de uso do consumidor. Um estudante do ensino médio que utiliza o notebook para pesquisas e textos pode se beneficiar de um modelo mais acessível, como um processador Ryzen 5. Contudo, para quem cursa arquitetura, engenharia ou trabalha com design, a demanda por capacidade é maior. Nesses casos, os gerentes da AMD recomendam um Ryzen 7, com suporte a processadores da linha Ryzen AI 300, incluindo modelos como o Ryzen AI 330 e o Ryzen AI 350.
Os Limites Físicos do Notebook
Oliveira também aborda os limites físicos dos notebooks. Cargas de trabalho mais pesadas, como renderização e modelagem 3D, exigem uma GPU dedicada com maior potência e acesso a fontes de energia mais robustas, características que apenas um desktop pode oferecer plenamente. 'O usuário que chega nesse nível tem essa consciência: o notebook para por aqui, a partir daqui eu vou para um PC de mesa', conclui.