O que muda agora: Melania Trump fecha acordo de cessar-fogo na Ucrânia
Primeira-dama dos Estados Unidos mediou trégua humanitária em Oleshky para socorrer civis e permitir a evacuação de idosos a partir de 29 de outubro.

WASHINGTON, EUA - A Casa Branca anunciou que a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, negociou um cessar-fogo localizado entre a Rússia e a Ucrânia na cidade de Oleshky, situada no sul do território ucraniano. A trégua militar está programada para ter início em 29 de outubro, visando viabilizar o envio de suprimentos essenciais e a retirada de civis.
De acordo com o comunicado oficial norte-americano, os dois governos concordaram em suspender temporariamente os combates na região para abrir uma rota segura de evacuação e permitir a distribuição de atendimento médico, água potável e comida.
Socorro a civis na linha de frente
A situação dos habitantes locais motivou a intervenção direta da primeira-dama. Em nota, Melania destacou a vulnerabilidade da região: “Oleshky é uma cidade na linha de frente, à beira de um desastre”. Ela ressaltou que a maior parte das pessoas que ainda vivem no município é composta por idosos que enfrentam racionamento elétrico, bombardeios frequentes e estradas cercadas por minas terrestres. “Sem a minha intervenção, teria sido impossível levar ajuda humanitária à cidade e retirar os idosos”, afirmou.
As operações no terreno serão conduzidas por equipes civis da Ucrânia e da Rússia, que farão o diagnóstico das demandas emergenciais e coordenarão o transporte dos deslocados, que terão a opção de escolher abrigo em território ucraniano ou russo. Todo o processo será registrado por um veículo de imprensa norte-americano.
Histórico recente de negociações
O anúncio da trégua em Oleshky ocorre após tratativas anteriores conduzidas pela gestão norte-americana. Em 11 de outubro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia comunicado um acordo de cessar-fogo voltado à infraestrutura de energia entre os dois países rivais. Na ocasião, o líder ucraniano Volodymyr Zelensky informou que apoiava a iniciativa sob demanda de garantias de Washington, mas posteriormente denunciou um bombardeio russo contra uma usina em Kharkiv como violação do pacto energético.