Urgente: Choque Energético e Conflito no Oriente Médio Pressionam Economia Global
A economia global se prepara para uma semana de dados cruciais, com a corrida para estocar produtos manufaturados ofuscando pesquisas empresariais. Temores de uma crise energética e o terceiro mês de guerra no Oriente Médio alimentam pressões inflacionárias, enquanto líderes globais monitoram o impacto e buscam estabilidade, com o presidente Donald Trump redefinindo relações comerciais e o G7 avaliando a saúde global.

PMIs Globais e Pressões Inflacionárias
Os índices de gerentes de compras (PMI) de maio, que medem a atividade industrial nas principais economias, são esperados para indicar expansão contínua. No entanto, analistas da Bloomberg questionam se essa resiliência é um sinal de força econômica ou apenas evidência de fabricantes operando no limite de sua capacidade produtiva, antecipando um choque energético completo. A divulgação desses índices, prevista para a próxima quinta-feira, da Austrália aos EUA, revelará como o impacto nos custos está afetando as principais economias e poderá indicar gargalos na cadeia de suprimentos, reminiscentes da volatilidade da pandemia. Ambos os efeitos podem alimentar as pressões inflacionárias que os bancos centrais monitoram antes da próxima rodada de decisões monetárias importantes em junho.
Os resultados iniciais do PMI de abril já sugeriram um impacto geográfico desigual do conflito no Oriente Médio, com economias da zona do euro, como a Alemanha, sendo as mais afetadas, enquanto países do Reino Unido ao Japão pareciam mais estáveis.
Agenda de Reuniões e Dados Cruciais
Em meio a esse cenário, os ministros das finanças do G7 farão um balanço da saúde do crescimento global e da fragilidade dos mercados de títulos durante uma reunião de dois dias em Paris, a partir de segunda-feira, com foco em desequilíbrios crescentes e terras raras. Na quinta-feira, a Comissão Europeia divulgará sua mais recente perspectiva econômica para a região. No dia seguinte, o índice de confiança empresarial Ifo da Alemanha e um indicador francês equivalente serão divulgados.
O presidente dos EUA, Donald Trump, tem buscado redefinir as relações com o líder chinês, Xi Jinping, e afirmou que um possível acordo de armas para Taiwan seria uma “ótima moeda de negociação”. Kevin Warsh será empossado oficialmente como presidente do Federal Reserve, sucedendo Jerome Powell, que atua interinamente.
Economia Americana Sob Foco
Nos EUA, a ata da reunião de abril do Federal Reserve, prevista para quarta-feira, e os resultados finais da pesquisa de maio da Universidade de Michigan sobre a confiança do consumidor, na sexta-feira, serão os destaques. Ambos devem confirmar que autoridades e famílias estão focadas na inflação, em meio à alta dos preços da gasolina. Um grupo crescente no Fed busca abandonar a postura mais expansionista, optando por uma linguagem neutra que sugira tanto um corte quanto um aumento nas taxas de juros, uma mudança que gerou três votos contrários em abril. Os dados do setor imobiliário, incluindo confiança dos construtores, vendas pendentes e início de construções, também serão divulgados.
Cenário na América do Norte e Ásia
No Canadá, a inflação provavelmente saltou para 3,1% em abril, e o Banco do Canadá espera que este seja o pico antes de recuar para a meta de 2%. As vendas no varejo em março devem mostrar consumo sólido, apesar da incerteza. Na Ásia, a China divulgará indicadores de atividade, incluindo vendas no varejo, produção industrial e dados do setor imobiliário, além de suas taxas básicas de juros para empréstimos. Austrália, Japão e Indonésia também apresentarão dados cruciais, incluindo a ata da reunião do Banco Central da Austrália, que pode reforçar uma postura conservadora frente aos riscos inflacionários persistentes. O relatório do mercado de trabalho australiano testará a resiliência do emprego.