Urgente: Conversas comprometem Flávio Bolsonaro; 64% veem prejuízo à campanha presidencial
Uma nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg revela que 64,1% dos eleitores brasileiros acreditam que a divulgação de conversas de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro prejudicou sua candidatura à Presidência. Contudo, entre os bolsonaristas, 84,2% defendem que o senador mantenha sua postulação ao cargo.

Uma nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (19), aponta um cenário desafiador para a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro. Segundo o levantamento, 64,1% dos eleitores brasileiros acreditam que a divulgação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, prejudicou sua corrida ao Palácio do Planalto.
A pesquisa detalha que 45,1% dos entrevistados consideram que o episódio "enfraqueceu muito" a candidatura, enquanto outros 19% afirmam que enfraqueceu "um pouco". Em contrapartida, 15% responderam que o caso não afetou a candidatura, e 13,4% acreditam que o fortaleceu. Outros 7,3% declararam não saber.
Detalhes da Pesquisa e Repercussão
O estudo foi realizado com 5.032 eleitores em todo o Brasil, entre os dias 13 e 18 de maio. Possui uma margem de erro de 1 ponto percentual e um nível de confiança de 95%, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06939/2026. A empresa informou que a pesquisa foi financiada com recursos próprios, no valor de R$ 75.000.
As conversas em questão, divulgadas na semana passada, mostram Flávio Bolsonaro solicitando recursos a Daniel Vorcaro para financiar "Dark Horse", um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador defendeu-se, afirmando que buscava investidores privados para a produção, sem que houvesse "nada a justificar", classificando a operação como um investimento com expectativa de retorno, e não uma doação ou favor.
Disposição de Voto e Apoio Bolsonarista
Quando questionados sobre a disposição de voto após tomarem conhecimento das conversas, 47,1% dos entrevistados afirmaram que já não votariam em Flávio Bolsonaro de qualquer forma, e 21% disseram que o episódio não alterou sua disposição. No entanto, 13,7% declararam estar "muito mais dispostos" e 5,1% "mais dispostos" a votar no senador. Na direção oposta, 9,4% ficaram "muito menos dispostos" e 3,6% "menos dispostos".
Um dado notável da pesquisa é a postura dos eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Questionados se Flávio Bolsonaro deveria manter ou retirar sua candidatura à Presidência, 84,2% dos bolsonaristas defenderam que o senador mantenha a disputa. Apenas 12,6% sugeriram que ele deveria retirar a candidatura e apoiar outro nome, enquanto 3% não souberam responder.
Corroborando essa percepção, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou no domingo (17) que a chance de seu irmão desistir da disputa é "zero", argumentando que Flávio é o único nome capaz de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.