Urgente: Trump impõe ultimato ao Irã sobre Estreito de Ormuz; guerra em 38º dia
O Presidente Donald Trump estabeleceu um prazo final de 24 horas para o Irã reabrir o estratégico Estreito de Ormuz, ameaçando que o país persa pode ser 'tomado em uma noite'. Teerã rejeita o ultimato, classifica as ameaças como 'delirantes' e promete retaliação após a morte de seu chefe de inteligência em um ataque israelense, intensificando o 38º dia de um conflito que já registra dezenas de mortos e novas ofensivas.

O Presidente Donald Trump impôs um ultimato severo ao Irã nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, no 38º dia da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o país persa. Trump ameaçou que o Irã “pode ser tomado em uma noite” e sugeriu que isso poderia ocorrer já nesta terça-feira, 7 de abril.
Prazo Final para Ormuz e Rejeição Iraniana
Durante seu pronunciamento à tarde, o Presidente Trump estabeleceu a noite de terça-feira como prazo final para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz. Segundo ele, a proposta iraniana atual “não é suficiente”. Trump ainda sinalizou que Washington poderia assumir o lugar do Irã e começar a cobrar uma taxa pela passagem de navios pelo estreito, reconhecendo o Irã como um inimigo forte, “mas não tão forte quanto era há um mês”.
Em resposta, o Irã classificou as ameaças de Trump como “delirantes” e declarou que o Estreito de Ormuz “jamais voltará a ser como antes”, especialmente para os Estados Unidos e Israel. Nesta segunda, o Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo imediato, reabertura de Ormuz e acordo de paz definitivo, elaborada por negociadores do Egito, Paquistão e Turquia. A Casa Branca afirmou que esta é apenas uma das propostas em circulação e não apoiou um cessar-fogo imediato.
Escalada Militar e Baixas
A tensão militar atingiu um novo patamar com a Guarda Revolucionária do Irã confirmando a morte de seu chefe de inteligência, Majid Khademi, em um ataque israelense. O Irã prometeu retaliação com novos ataques. O antecessor de Khademi já havia sido morto em 2025 em uma ação conjunta de Israel e dos EUA.
Mais cedo, Israel atacou a maior estrutura petroquímica iraniana no campo de gás de South Pars. Uma série de ataques deixou ao menos 25 pessoas mortas no Irã. Os Houthis, grupo rebelde do Iêmen, uniram-se ao Hezbollah, no Líbano, e ao próprio Irã em ofensivas contra Israel. No território libanês, bombardeios israelenses mataram ao menos três pessoas. À noite, o Barein informou que sirenes antimísseis foram acionadas, e a Arábia Saudita disse ter interceptado quatro mísseis.
O Irã também acusou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de inação diante de ataques a instalações nucleares iranianas, afirmando que a postura do órgão “encoraja a agressão” dos EUA e de Israel.
Reportagens sobre uma operação para salvar pilotos abatidos também “colocaram a missão em grande risco”, segundo o Presidente dos EUA. O fim de semana registrou 21 travessias no Estreito de Ormuz, o maior volume em dois dias desde março, enquanto mais países negociam individualmente com Teerã.