Centrão Joga a Toalha em Tentativa de Anular Vetos de Lula ao PL da Dosimetria
O Centrão abandonou a tentativa de derrubar os vetos do presidente Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados por atos golpistas, antes das eleições de 2026. A desistência ocorre após o fracasso de um acordo com bolsonaristas, que envolvia a votação dos vetos em troca da redução da pressão pela CPI do Master.

BRASÍLIA, DF - Os caciques do Centrão confirmaram que desistiram da tentativa de derrubar os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que busca diminuir as penas dos condenados pelos atos golpistas de 2026. A expectativa é que essa articulação não ocorra antes das eleições gerais do mesmo ano.
Nos bastidores do Congresso, parlamentares do grupo revelaram que o "acordo" que vinham costurando com bolsonaristas não obteve sucesso. A proposta era votar os vetos ao Projeto de Lei da Dosimetria em troca de uma diminuição na pressão pela abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.
A Negociação Frustrada:
Um dos principais articuladores dessa tentativa de negociação com a direita foi o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), presidente nacional do Solidariedade. Paulinho, que foi o relator do PL da Dosimetria na Câmara, utilizou o nome do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para propor o acordo.
A oferta foi feita ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e ao senador Rogério Marinho (PL-RN). No entanto, o acordo não avançou. Paulinho da Força relatou a interlocutores que os caciques do PL afirmaram ser impossível controlar a bancada do partido em relação às investigações sobre o Caso Master.
Cenário Futuro no Congresso:
Diante das negativas e do impasse, o deputado do Solidariedade desistiu de tentar viabilizar qualquer acordo. Nesse contexto, Paulinho da Força prevê que os vetos do presidente Lula ao PL da Dosimetria permanecerão arquivados na mesa do presidente Davi Alcolumbre, sem serem pautados, até o período eleitoral.
Parlamentares também consideram que Alcolumbre não deverá prorrogar a comissão ou autorizar a criação de um novo colegiado específico para investigar o Banco Master, solidificando o fracasso da estratégia do Centrão.