Moraes e Motta voaram juntos dias antes de arquivamento no STF
Ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente da Câmara, Hugo Motta, viajaram em voo da FAB em 11 de maio. Dez dias depois, Moraes arquivou inquérito contra Motta sobre bagagens sem fiscalização.

Moraes arquiva investigação contra Motta
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, arquivou na quinta-feira (21/5) um inquérito contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e outros três parlamentares. A decisão de Moraes, que concluiu não haver “indícios mínimos” de crime praticado, veio apenas dez dias após o ministro e Motta terem viajado juntos em um voo oficial da Força Aérea Brasileira (FAB).
O voo em questão ocorreu no dia 11 de maio de 2026, partindo de São Paulo com destino a Brasília. A viagem conjunta do presidente da Câmara e do ministro do STF foi feita a bordo de uma aeronave da FAB.
Detalhes da investigação arquivada
A investigação arquivada por Moraes apurava um caso de suspeita de entrada de bagagens no Brasil sem a devida fiscalização aduaneira. O inquérito foi aberto após indícios de que um auditor fiscal teria permitido a entrada irregular de itens transportados por um tripulante de um avião.
As bagagens teriam chegado ao país em um voo proveniente da ilha caribenha de Saint Martin. Segundo as apurações, o voo foi realizado em um avião particular pertencente ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como “Fernandin OIG”. O empresário é apontado como operador de plataformas de apostas, incluindo as ligadas ao chamado "jogo do tigrinho".