Governo Lula monitora situação de Cuba após ameaça de Trump
O chanceler brasileiro Mauro Vieira afirmou que o governo Lula acompanha "com todo interesse" a situação de Cuba, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que teria a "grande honra" de tomar o país caribenho. O presidente Lula já defendeu Cuba em diversas ocasiões, e o governo brasileiro avalia o envio de ajuda humanitária à ilha.

BRASÍLIA, DF - O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, informou nesta terça-feira (17) que o governo Lula está acompanhando "com todo interesse" a situação de Cuba. A declaração surge após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferir ameaças ao país caribenho.
Ameaça de Trump e histórico
Em um evento realizado na Casa Branca, na segunda-feira (16), o presidente Donald Trump afirmou que teria a "grande honra" de tomar Cuba. Segundo o mandatário norte-americano, essa ação lhe daria o poder de "fazer o que quiser" com o território. Esta não é a primeira vez que o presidente dos Estados Unidos expressa o desejo de controlar a ilha, que permanece sob sanções econômicas por parte do governo norte-americano desde a década de 1960.
Posicionamento do Brasil e ajuda humanitária
O presidente Lula, por sua vez, já se manifestou em defesa de Cuba em diversas ocasiões, mantendo uma boa relação com a nação caribenha. Em 2025, durante um evento em Pernambuco, Lula declarou: "Nossa relação com Cuba é uma relação de respeito ao povo que está sendo vítima de um bloqueio há 70 anos."
No início de março, o presidente brasileiro condenou a crise humanitária em Cuba, que enfrenta sérias dificuldades energéticas e econômicas. Essas dificuldades são agravadas por sanções e restrições impostas pelos Estados Unidos. Na semana passada, o governo brasileiro, conforme noticiado pelo Metrópoles, começou a avaliar o envio de ajuda humanitária a Cuba, na forma de medicamentos e alimentos, em resposta à crescente crise.