Judiciário

Julgamento de Jairinho e Monique é suspenso após tentativa de manobra da defesa no TJ-RJ

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu o primeiro dia de julgamento de Jairinho e Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel. Jairinho tentou destituir seus advogados para adiar a sessão, mas recuou após o Ministério Público sugerir a transferência para Bangu 1 e o desmembramento do caso, que será retomado amanhã.

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Julgamento de Jairinho e Monique é suspenso após tentativa de manobra da defesa no TJ-RJ
Foto: Reprodução / Leia Política
RIO DE JANEIRO, RJ -

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) suspendeu, nesta segunda-feira (25.mai.2026), o primeiro dia de julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros. Ambos são acusados pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021.

Manobra da defesa e recuo de Jairinho

A sessão foi marcada por uma tentativa da defesa de Jairinho de paralisar o processo. O réu chegou a anunciar a destituição de seus advogados, alegando que a ausência do defensor Fabiano Tadeu, afastado por um infarto, impedia o prosseguimento do julgamento. A juíza Elizabeth Machado Louro criticou a ação, classificando-a como uma manobra para tornar a Justiça "refém".

A mudança de postura de Jairinho ocorreu depois que o Ministério Público sugeriu o desmembramento do caso para julgar Monique imediatamente e pediu a transferência de Jairinho para o presídio Bangu 1, de segurança máxima. Após reunir-se com seus defensores, Jairinho recuou de sua intenção e confirmou o desejo de seguir com o júri, incluindo seu filho, Luís Fernando Abdul Figueiredo Santos, na equipe de defesa. Os trabalhos serão retomados na terça-feira (26.mai), às 9h.

Detalhes da sessão e acusações

Antes da suspensão, os sete jurados foram sorteados e a defesa de Jairinho apresentou 23 itens de alegação de nulidade, em uma exposição de 1h30. Todos os pedidos foram negados pela magistrada, que ressaltou que a banca de defesa do ex-vereador conta com cerca de 20 advogados, mesmo sem Fabiano Tadeu. A expectativa é que o julgamento se estenda por toda a semana.

Segundo a acusação do Ministério Público, na madrugada de 8 de março de 2021, Jairinho, então padrasto de Henry, agrediu o menino, causando os ferimentos que levaram à sua morte. Ele é julgado por homicídio com agravantes, como uso de métodos cruéis e a impossibilidade de defesa da vítima, além de três casos de tortura e por tentar pressionar testemunhas.

Monique Medeiros, mãe de Henry, responde por homicídio por omissão. O Ministério Público alega que ela tinha a obrigação legal de proteger o filho, mas se omitiu e permitiu o crime. Ela também é acusada de tortura e de atrapalhar o processo, com a acusação reforçando a gravidade do crime por ter sido cometido contra o próprio filho e dentro de casa.

Escrito por Redação Leia Política