Eleições

Zema renuncia em Minas, critica 'país roubado' e mantém pré-candidatura presidencial

Romeu Zema renunciou ao governo de Minas Gerais neste domingo (22.mar.2026) para concorrer à Presidência. Em seu discurso, Zema criticou a gestão federal e o PT, afirmando que o Brasil é "um país roubado". Ele mantém sua pré-candidatura, apesar dos baixos índices nas pesquisas, que mostram Lula e Flávio Bolsonaro à frente. Mateus Simões (PSD) assume o Executivo mineiro.

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Zema renuncia em Minas, critica 'país roubado' e mantém pré-candidatura presidencial
Foto: Reprodução / Leia Política
BELO HORIZONTE, MG - O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), renunciou ao cargo neste domingo (22.mar.2026) para concorrer à Presidência da República nas eleições de 2026. O vice, Mateus Simões (PSD), assume o Executivo estadual e é pré-candidato à reeleição em Minas Gerais.

Em seu discurso de transmissão de cargo, Zema afirmou que sua gestão "devolveu Minas Gerais aos mineiros de bem", em uma crítica à administração anterior do petista Fernando Pimentel. Ele declarou que pretende replicar esse sucesso no Brasil.

O agora ex-governador também dirigiu críticas ao governo federal, afirmando: "O Brasil está sendo destruído por esse governo que está lá em Brasília, está sendo destruído pelo sistema que destruiu Minas Gerais. Não somos um país fracassado, nós somos um país roubado".

Cenário Eleitoral Presidencial de Zema

Apesar dos "números pequenos" em pesquisas eleitorais, conforme Zema disse ao Poder360 em 9 de março, o pré-candidato não se mostra preocupado. Um levantamento Datafolha, realizado de 3 a 5 de março de 2026, indicou Zema com 4% a 5% das intenções de voto. A pesquisa aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança, com 38% a 39%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 32% a 34%. O estudo ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, registrado no TSE sob o código BR-03715/2026.

O desempenho modesto de Zema nas pesquisas motivou discussões sobre a possibilidade de ele compor como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu que "tudo pode acontecer" e que o "processo está no início". Contudo, Zema afirmou não ter recebido um convite formal e reiterou sua intenção de levar sua candidatura ao Planalto "até o final".

O Governo Simões em Minas Gerais

Mateus Simões (PSD) assume o governo mineiro com um desempenho mediano nas pesquisas. Mesmo com o apoio do PSD e articulações com o PL, Simões aparece numericamente atrás de nomes como o senador Cleitinho (Republicanos-MG) e o também senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Pacheco, aliás, é o nome favorito do presidente Lula (PT) no Estado.

Zema expressou confiança no desempenho de Simões, acreditando que o sucessor pode ampliar apoios, mesmo diante da possível saída do União Brasil da aliança estadual, que poderia lançar Pacheco (em um cenário onde ele deixaria o PSD) como candidato próprio.

Em seu discurso de posse na Assembleia Legislativa, Simões elogiou a gestão de Zema, destacando ter recebido o Estado com contas equilibradas. Ele prometeu dar continuidade às obras iniciadas, reduzir a burocracia e priorizar projetos como o Rodoanel Metropolitano. Além disso, comprometeu-se a combater a violência contra a mulher e enfrentar o crime organizado. Simões anunciou que pretende transferir a sede administrativa do governo para diferentes regiões do Estado a partir de 26 de março, permanecendo três meses em cada uma das 16 regiões mineiras.

Escrito por Redação Leia Política