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Avell: Interação correta é chave para ganhos reais com IA generativa

O diretor de inovação e produtos da Avell, Hemerson Bassetto, aponta que a maioria dos usuários de IA generativa ainda não alcança ganhos reais de produtividade devido à forma ineficaz de interagir com as ferramentas. Ele propõe uma estrutura de prompt em três partes — definir papel, contextualizar com detalhes e especificar tom/formato — e alerta para a importância da revisão dos resultados, comparando a IA a um novo profissional que precisa de direção clara.

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Avell: Interação correta é chave para ganhos reais com IA generativa
Foto: Divulgação / Leia Tech
SÃO PAULO, SP - A ascensão das ferramentas de inteligência artificial generativa no ambiente de trabalho tem sido inegável, mas a promessa de ganhos reais de produtividade ainda não se concretizou para a maioria dos usuários. A questão, segundo Hemerson Bassetto, diretor de inovação e produtos da Avell, reside na maneira como as pessoas interagem com a tecnologia, e não na capacidade da própria IA.

A chave está na interação e contextualização.

“Não podemos imaginar que a IA generativa irá adivinhar o que a gente quer dentro daquele contexto”, afirmou Bassetto ao Podcast Canaltech. Para ele, o erro inicial mais comum é a falta de contextualização, onde os pedidos são feitos de forma direta e genérica, sem definir claramente o papel que a IA deve assumir, o objetivo da solicitação ou o formato de saída esperado.

Estrutura de prompt em três partes.

Bassetto propõe uma estrutura eficaz para a criação de prompts, dividida em três componentes essenciais. Primeiramente, é crucial definir o papel que a inteligência artificial deverá exercer naquele momento, seja como analista de dados, consultor jurídico ou especialista em logística. Em segundo lugar, o prompt deve ser contextualizado com o máximo de detalhes possível, mesmo que isso implique ser redundante. Por fim, o terceiro passo é especificar o tom e o formato da resposta desejada, como formal ou informal, em tópicos ou parágrafos, e com linguagem acadêmica ou executiva.

“Economizar no prompt, ser muito direto e pouco específico, é um dos principais erros na interação com a IA”, reiterou Bassetto. Ele enfatiza que o tempo investido na elaboração de um pedido detalhado é amplamente recompensado pela qualidade e rapidez do resultado. “Você pode perder um pouquinho mais de tempo criando, mas terá o resultado mais rápido e efetivo”.

Erros comuns e a importância da revisão.

Outro erro frequente apontado pelo especialista é a aceitação do primeiro resultado gerado pela IA sem qualquer revisão. Bassetto cita o exemplo de e-mails que são enviados com o encerramento automático da ferramenta ainda visível, um claro indicativo de que o texto não foi lido ou verificado antes do envio. Ele traça um paralelo com a entrada de um profissional experiente em uma nova empresa: “Como que você quer que essa pessoa adivinhe e faça tudo sem entender o contexto?”.

Ferramentas de IA preferidas por Bassetto.

Durante a entrevista, Bassetto também compartilhou suas preferências de ferramentas de IA para diferentes tipos de tarefas. Para necessidades rápidas e diretas, ele utiliza o ChatGPT Mini. Já para a análise de grandes volumes de dados, sua escolha recai sobre o Claude Sonnet. Para trabalhos que demandam um viés acadêmico, o Gemini Pro é a opção preferida. O diretor de inovação da Avell ainda recomenda plataformas que consolidam múltiplos modelos de IA em uma única interface, permitindo testes antes de qualquer compromisso de assinatura.

Com a “oferta muito grande” de soluções de IA no mercado, a orientação de Bassetto é clara: testar as versões gratuitas disponíveis para identificar qual modelo se alinha melhor às especificidades de cada tipo de trabalho antes de investir em uma assinatura.

Escrito por Redação Leia Tech