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Bancos Globais Alertam para Riscos de Fraudes e Vazamento de Dados com Agentes de IA em Compras Online

Um grupo de grandes bancos, incluindo Bank of America e NatWest, emitiu um alerta sobre os perigos do uso de agentes de inteligência artificial para compras online. A tecnologia, que permite que sistemas naveguem em lojas e efetuem pagamentos autônomos, avança mais rápido que as regras de segurança, elevando os riscos de golpes, fraudes e vazamento de dados sensíveis. Instituições financeiras propõem maior transparência e proteções específicas, enquanto empresas como Mastercard e Visa já desenvolvem mecanismos para mitigar esses riscos.

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Bancos Globais Alertam para Riscos de Fraudes e Vazamento de Dados com Agentes de IA em Compras Online
Foto: Divulgação / Leia Tech
VALE DO SILÍCIO, EUA -

Um consórcio de grandes instituições financeiras, que inclui nomes como Bank of America, NatWest, ING, Capital One, Commonwealth Bank of Australia e ASB Bank, emitiu um alerta global. O foco da preocupação são os agentes de inteligência artificial (IA), sistemas capazes de selecionar produtos, navegar por lojas virtuais e até mesmo concluir compras em nome dos usuários. Segundo os bancos, essa crescente autonomia da IA nas transações online eleva significativamente o risco de golpes, fraudes e vazamento de dados sensíveis.

O Avanço do Comércio Agêntico e Seus Perigos.

A principal razão para a preocupação bancária é que a tecnologia de agentes de IA tem evoluído em um ritmo muito mais acelerado do que as regulamentações de segurança e as salvaguardas de proteção ao consumidor. Empresas como OpenAI, Anthropic, Google e Meta já oferecem ou estão desenvolvendo agentes capazes de executar tarefas de compra de maneira cada vez mais autônoma, diferenciando-se dos chatbots tradicionais por sua capacidade de ir além de simples indicações.

Estes agentes podem receber uma instrução ampla, como “encontre um notebook por até R$ 4 mil e compre a melhor opção”, e proceder com diversas etapas sem intervenção humana. Isso inclui pesquisar em diferentes lojas, comparar preços, preencher formulários e utilizar meios de pagamento previamente autorizados pelo usuário. Esse modelo é conhecido como comércio agêntico, e já demonstra um crescimento notável; a varejista britânica John Lewis, por exemplo, registrou um salto de 0,3% para 2,5% na fatia de buscas originadas por agentes de IA em seu site no último ano.

Os Múltiplos Riscos Apontados Pelos Bancos.

Os bancos destacam que a natureza autônoma dos agentes de IA pode levá-los a manusear informações financeiras extremamente sensíveis. Um agente, por exemplo, poderia solicitar dados de cartão e inseri-los em um site, ou ainda direcionar o usuário para uma forma de pagamento que ofereça menos mecanismos de proteção contra fraudes. Além disso, há o risco de falhas na tomada de decisão do próprio agente, que pode interpretar erroneamente uma instrução, adquirir um produto diferente do desejado, exceder o orçamento estabelecido ou selecionar um vendedor com baixa confiabilidade.

Outra questão crucial é a incerteza jurídica: em casos de transações indevidas ou fraudulentas realizadas por IA, não está claro quem assume a responsabilidade – o agente, a loja, o banco ou a empresa criadora do modelo de IA. A privacidade dos dados também é um ponto de atenção, pois quanto maior a autonomia concedida ao agente, maior o volume de informações pessoais, financeiras e comportamentais que ele pode necessitar para concretizar uma compra, aumentando a exposição a potenciais vazamentos.

Propostas de Segurança e Soluções em Desenvolvimento.

Para mitigar esses riscos, o grupo de bancos propôs que os agentes de IA sejam mais transparentes, indicando claramente quando estão envolvidos em uma transação e explicando a lógica por trás de suas decisões de compra. Eles também defendem a implementação de medidas específicas para proteger dados financeiros e garantir que o consumidor mantenha o controle sobre quais serviços de IA podem agir em seu nome.

A indústria de pagamentos já está trabalhando em mecanismos de proteção. Empresas como Mastercard e Visa desenvolvem sistemas de autorização desenhados para agentes, que incluem o uso de cartões virtuais, estabelecimento de limites de gasto e registros detalhados das autorizações do usuário. Enquanto essas salvaguardas estão em fase de desenvolvimento, o conselho mais seguro para os usuários é manter a revisão final da transação, conferindo produto, loja, preço e meio de pagamento antes de autorizar a compra, garantindo assim um controle humano sobre o processo.

Escrito por Redação Leia Tech