Inovação

Equipes Brasileiras Quebram Recordes Nacionais de Eficiência na Shell Eco-Marathon 2026

As equipes Milhagem UFMG BE e Drop Team brilharam na Shell Eco-Marathon Brasil 2026, com a UFMG estabelecendo um novo recorde nacional de 401 km/kWh em veículos elétricos e o IFRS Erechim conquistando o hexacampeonato com 556 km/l em protótipos a combustão, demonstrando avanços notáveis em mobilidade sustentável.

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Equipes Brasileiras Quebram Recordes Nacionais de Eficiência na Shell Eco-Marathon 2026
Foto: Divulgação / Leia Tech
RIO DE JANEIRO, RJ -

A criatividade e a engenharia brasileira foram postas à prova e superaram expectativas na edição de 2026 da Shell Eco-Marathon Brasil, realizada no Píer Mauá, Rio de Janeiro. O evento, que reuniu mais de 500 estudantes de 47 equipes da América Latina, consolidou-se como um palco crucial para o desenvolvimento de soluções inovadoras em mobilidade sustentável.

Novo Recorde Nacional de Eficiência Elétrica.

A equipe Milhagem UFMG BE marcou história ao estabelecer um novo recorde nacional de eficiência energética na mobilidade. Os alunos da Universidade Federal de Minas Gerais alcançaram a notável marca de 401 km/kWh na categoria Protótipo – Bateria Elétrica. Este feito foi possível graças a um veículo ultraleve de fibra de carbono, com aerodinâmica otimizada e uma técnica de condução focada na conservação de inércia, superando o recorde anterior de 381 km/kWh, estabelecido em 2024. Para contextualizar, este índice equivale a um BYD Dolphin Mini rodando impressionantes 15 mil km sem necessitar de recarga.

Hexacampeonato na Categoria a Combustão Interna.

Não menos impressionante, a equipe Drop Team, do IFRS Erechim, garantiu o hexacampeonato na categoria Protótipo a Combustão Interna, atingindo a marca de 556 km/l. A estratégia vencedora envolveu um motor adaptado de roçadeira e a aplicação do conceito de "burn and coast", que alterna breves acelerações com longos trechos de motor desligado para maximizar a economia de combustível e reduzir o atrito.

Inovação Além dos Números.

Apesar de tempestades terem interrompido as baterias finais de outras categorias, impedindo a validação de alguns resultados, a maratona se reafirmou como um campo de testes vital para novos materiais. Alumínio naval, estruturas de bambu e compostos biodegradáveis foram alguns dos elementos explorados. As pesquisas em programas de modelagem e aerodinâmica desenvolvidas pelos universitários representam avanços diretos na formação de engenheiros e na incessante busca por transportes mais eficientes.

Norman Koch, gerente-geral global da Shell Eco-Marathon, ressaltou a universalidade do desafio e da criatividade estudantil, afirmando que "Seja um estudante de Berlim, de Pequim ou de Boston, eles cometem os mesmos erros e têm as mesmas ideias brilhantes".

Escrito por Redação Leia Tech