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Especialista Alerta: Por Que Colocar Celular Quente na Geladeira Danifica o Aparelho

Descubra por que especialistas desaconselham resfriar smartphones superaquecidos na geladeira ou freezer. A prática pode causar choque térmico, condensação interna e danos à bateria, comprometendo a vida útil do aparelho. Conheça a forma segura de resfriar seu dispositivo.

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Especialista Alerta: Por Que Colocar Celular Quente na Geladeira Danifica o Aparelho
Foto: Divulgação / Leia Tech

CURITIBA, PR - Colocar um celular superaquecido na geladeira ou no freezer para um resfriamento rápido pode parecer uma solução eficaz, mas especialistas alertam para os graves riscos envolvidos. A prática, desaconselhada pelos fabricantes, pode danificar permanentemente o aparelho devido a fenômenos como choque térmico e condensação.

O perigo do choque térmico:

Segundo Joelton Gotz, doutor em Engenharia Mecânica e professor e pesquisador da PUCPR, a principal preocupação é a mudança brusca de temperatura. Quando um celular quente é exposto a um ambiente extremamente frio, os diversos materiais de sua construção se contraem em velocidades diferentes. Dr. Gotz explica que "Esse processo pode gerar tensões nos materiais e aumentar o risco de danos". Este problema é ainda mais acentuado no freezer, onde a diferença de temperatura é maior e o resfriamento é mais agressivo. Por isso, o resfriamento rápido não é uma estratégia recomendada.

Condensação interna: um inimigo invisível:

Outro risco significativo é a condensação. Ao entrar em contato com superfícies frias, o vapor de água presente no ar se transforma em pequenas gotículas. Gotz alerta que "O vapor presente no ar pode condensar-se no interior do aparelho e atingir conectores, circuitos e componentes eletrônicos, aumentando o risco de corrosão e falhas de funcionamento, inclusive nos conectores da bateria". Essa formação de umidade em locais indevidos pode causar danos severos, mesmo sem o contato direto do aparelho com líquidos.

Impacto nas baterias de íons de lítio:

As baterias de íons de lítio, amplamente utilizadas nos smartphones atuais, operam dentro de condições específicas de temperatura. Submetê-las a temperaturas muito baixas, especialmente durante o carregamento, pode desencadear processos de degradação que afetam diretamente sua capacidade, desempenho e vida útil. A combinação de colocar o celular quente no freezer e depois conectá-lo ao carregador é "especialmente ruim", pois soma os riscos de choque térmico, condensação e condições inadequadas para o carregamento da bateria.

A forma segura de resfriar o celular:

Para resfriar um celular superaquecido, a recomendação mais segura é permitir que ele esfrie naturalmente. Isso deve ser feito em um ambiente fresco, seco e bem ventilado. Se o aparelho estiver carregando, é aconselhável interromper o carregamento e deixá-lo "descansar" até que a temperatura normalize. O uso de ar-condicionado em um ambiente climatizado não costuma ser um problema, desde que o resfriamento seja gradual. Gotz reforça que "Os fabricantes relatam que o resfriamento deve ser gradual e não forçado para evitar os problemas de choque térmico e condensação". Portanto, métodos como colocar gelo sobre o celular, mergulhá-lo em água ou direcionar fluxos de ar extremamente frios diretamente para o aparelho devem ser evitados, inclusive o ar-condicionado se o fluxo for muito intenso e frio.

A alternativa mais segura é desligar o celular, se possível, interromper atividades que gerem calor e deixá-lo esfriar gradualmente em um ambiente ventilado. Assim, o dispositivo pode retornar à temperatura normal sem trocar o problema do superaquecimento por outro causado por um resfriamento excessivamente rápido.

Escrito por Redação Leia Tech